FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2024
Um menino de 7 anos é levado ao pediatra com queixas de desconforto abdominal, náuseas e sensação de saciedade precoce, sem nenhuma causa orgânica aparente após investigação. Diagnóstico de dispepsia funcional é confirmado. Dadas as seguintes afirmações sobre o tratamento da dispepsia funcional em crianças, é CORRETO afirmar:
Dispepsia funcional infantil: Evitar AINEs, alimentos picantes/gordurosos/cafeína é chave no manejo.
O tratamento da dispepsia funcional em crianças foca primariamente em medidas não farmacológicas, como modificações dietéticas e comportamentais. Evitar irritantes gástricos como anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), alimentos condimentados, gordurosos e cafeína é uma pedra angular da terapia, visando reduzir a irritação da mucosa e a dismotilidade.
A dispepsia funcional em crianças é um distúrbio gastrointestinal funcional comum, caracterizado por dor ou desconforto na região epigástrica, saciedade precoce e náuseas, na ausência de uma causa orgânica identificável após investigação. É um diagnóstico de exclusão, e sua prevalência é significativa, impactando a qualidade de vida das crianças e suas famílias. A fisiopatologia é multifatorial, envolvendo dismotilidade gástrica, hipersensibilidade visceral, fatores psicossociais e alterações na microbiota intestinal. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios de Roma IV, após exclusão de outras patologias. É crucial uma abordagem holística que considere os aspectos físicos e emocionais da criança. O tratamento é individualizado e multifacetado. As medidas não farmacológicas são a base, incluindo modificações dietéticas (evitar AINEs, alimentos picantes, gordurosos, cafeína), manejo do estresse e psicoterapia. Medicamentos como antiácidos, pró-cinéticos ou inibidores da bomba de prótons podem ser usados para sintomas específicos, mas não são a solução principal. A amitriptilina pode ser considerada em casos refratários, mas não é contraindicada.
Recomenda-se evitar alimentos que possam irritar o trato gastrointestinal, como anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), alimentos muito condimentados, gordurosos, bebidas gaseificadas e cafeína. Refeições menores e mais frequentes também podem ajudar a aliviar os sintomas.
Sim, a psicoterapia, especialmente a terapia cognitivo-comportamental, tem demonstrado eficácia na redução da dor e melhora da qualidade de vida em crianças com dispepsia funcional, abordando o componente psicossocial da dor e o estresse associado.
Os IBPs podem ser usados em cursos curtos para aliviar sintomas de pirose ou regurgitação se presentes, mas não devem ser usados continuamente em todos os pacientes, pois a dispepsia funcional não é primariamente uma doença de hipersecreção ácida e o uso prolongado pode ter efeitos adversos.
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