UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2025
Homem, 35a, refere dor epigástrica há seis semanas, com despertares noturnos frequentes por causa da dor, mas que melhora com a alimentação. Relata estar mais estressado e nervoso pois perdeu o emprego nesse período. Antecedentes pessoais: tabagismo, nega etilismo e nega uso de anti-inflamatórios. Medicamentos em uso: magnésia bisurada (que melhora os sintomas). É correto afirmar:
Dor epigástrica que melhora com alimento + despertar noturno = Úlcera Duodenal (investigar H. pylori).
Em pacientes jovens (<40-45 anos) sem sinais de alarme, a estratégia 'test-and-treat' para H. pylori é a conduta inicial recomendada antes da endoscopia.
A dispepsia é uma queixa comum na atenção primária. O quadro clínico de dor epigástrica que melhora com a alimentação e desperta o paciente à noite é altamente sugestivo de doença ulcerosa péptica, especificamente úlcera duodenal. Em pacientes jovens e sem sinais de alarme, a prevalência de malignidade é baixa, justificando a abordagem não invasiva de testar e tratar o H. pylori, que é o principal agente etiológico. Métodos não invasivos como o teste respiratório da ureia ou antígeno fecal são preferíveis à sorologia devido à sua capacidade de detectar infecção ativa.
Perda de peso não intencional, disfagia progressiva, vômitos persistentes, anemia ferropriva, massa abdominal palpável ou história familiar de câncer gástrico.
A EDA é indicada para pacientes com mais de 40-45 anos (dependendo da diretriz local) ou na presença de qualquer sinal de alarme, independentemente da idade.
A ingestão de alimentos estimula a liberação de bicarbonato e fecha o piloro temporariamente, neutralizando ou isolando o ácido que irritava a mucosa duodenal lesionada.
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