UFRN/EMCM - Escola Multicampi de Ciências Médicas (RN) — Prova 2020
São recomendações que encontram respaldo na literatura para abordagem de portadores de dispepsia funcional:
Dispepsia funcional → Restrição alimentar de gatilhos é recomendação com respaldo.
Na dispepsia funcional, a erradicação do H. pylori tem benefício limitado, e o uso de IBP pode ser superior ao placebo, mas a restrição de alimentos que comprovadamente desencadeiam sintomas é uma medida prática e com respaldo para o manejo.
A dispepsia funcional é um distúrbio gastrointestinal crônico caracterizado por dor ou desconforto na região epigástrica, plenitude pós-prandial e saciedade precoce, na ausência de uma causa orgânica identificável. É um diagnóstico de exclusão, após investigação adequada. Sua fisiopatologia é multifatorial, envolvendo dismotilidade gástrica, hipersensibilidade visceral e fatores psicossociais. O manejo da dispepsia funcional é desafiador e muitas vezes envolve uma abordagem multifacetada. Embora a erradicação do H. pylori seja importante em dispepsia não investigada, seu benefício na dispepsia funcional é limitado e não atinge a maioria dos pacientes. Os inibidores de bomba de prótons (IBP) podem ser eficazes em alguns casos, especialmente naqueles com sintomas predominantes de dor epigástrica, mas a resposta é variável. Entre as recomendações com respaldo na literatura, a restrição de alimentos específicos que comprovadamente desencadeiam os sintomas é uma estratégia prática e eficaz para muitos pacientes. Outras abordagens incluem modificações no estilo de vida, como evitar refeições volumosas, comer devagar, e o manejo do estresse. O tratamento é individualizado, buscando aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente.
A erradicação do H. pylori pode trazer um benefício modesto em uma pequena parcela dos pacientes com dispepsia funcional, mas não é uma estratégia universalmente eficaz e não se associa a melhora sintomática em mais de 50% dos pacientes.
Os IBP podem ser mais eficazes que o placebo para aliviar os sintomas em alguns pacientes com dispepsia funcional, especialmente aqueles com sintomas semelhantes à doença do refluxo gastroesofágico, mas a resposta não é universal.
Abordagens não farmacológicas incluem modificações dietéticas, como evitar alimentos que desencadeiam os sintomas, manejo do estresse, psicoterapia e, em alguns casos, fitoterapia, embora a evidência para algumas dessas terapias seja limitada.
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