UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2015
De acordo com o consenso Roma III, o tempo necessário de sintomas para que se faça o diagnóstico de Dispepsia Funcional é:
Dispepsia Funcional (Roma III) = sintomas há ≥ 6 meses e ativos nos últimos 3 meses.
O diagnóstico de Dispepsia Funcional, conforme os Critérios de Roma III (e mantido em Roma IV), exige que os sintomas característicos (dor epigástrica, plenitude pós-prandial, saciedade precoce, queimação epigástrica) tenham iniciado há pelo menos 6 meses e estejam ativos nos últimos 3 meses, além da ausência de doença orgânica que justifique os sintomas.
A Dispepsia Funcional é um distúrbio gastrointestinal funcional comum, caracterizado por sintomas como dor ou queimação epigástrica, plenitude pós-prandial incômoda e saciedade precoce, na ausência de qualquer doença orgânica que possa explicá-los. É um diagnóstico de exclusão, e sua prevalência é significativa na população geral, impactando a qualidade de vida dos pacientes. Os Critérios de Roma III (e posteriormente Roma IV) são fundamentais para o diagnóstico. Para a Dispepsia Funcional, os critérios temporais exigem que os sintomas tenham iniciado há pelo menos 6 meses e estejam ativos nos últimos 3 meses. Além disso, é necessário que não haja evidência de doença estrutural (incluindo endoscopia digestiva alta normal) que justifique os sintomas. A fisiopatologia é multifatorial, envolvendo dismotilidade gástrica, hipersensibilidade visceral, infecção por H. pylori, fatores psicossociais e alterações na microbiota intestinal. O tratamento da Dispepsia Funcional é desafiador e individualizado, focando no alívio dos sintomas. Pode incluir modificações dietéticas, inibidores da bomba de prótons (IBP), procinéticos e, em casos refratários, antidepressivos tricíclicos ou inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS). A abordagem psicoterapêutica também pode ser benéfica. É crucial uma boa relação médico-paciente e a exclusão de causas orgânicas antes de firmar o diagnóstico funcional.
Os sintomas incluem dor ou queimação epigástrica, plenitude pós-prandial incômoda e saciedade precoce, na ausência de doença orgânica estrutural.
Os Critérios de Roma padronizam o diagnóstico dos distúrbios funcionais gastrointestinais, garantindo consistência na pesquisa e na prática clínica, e diferenciando-os de condições orgânicas.
A Dispepsia Funcional é um diagnóstico de exclusão, diferenciando-se pela ausência de achados estruturais ou bioquímicos que expliquem os sintomas, após investigação adequada (ex: endoscopia).
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