FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2020
José, 37 anos, trabalha como caixa em um supermercado da cidade. Procurou atendimento na UBS devido quadro de sensação de queimação em epigástrio, com saciedade precoce e náuseas, há 7 meses. Negou perda ponderal ou outras alterações. Não houve tratamento prévio para o quadro. O exame físico é inocente. Com relação ao caso, assinale a alternativa CORRETA:
Dispepsia funcional sem sinais de alarme → IBP por 8 semanas como tratamento empírico inicial.
Em pacientes jovens com dispepsia e sem sinais de alarme (perda ponderal, disfagia, sangramento), a conduta inicial é o tratamento empírico. A terapia com inibidores de bomba de prótons (IBP) por 8 semanas é a primeira linha para alívio dos sintomas.
A dispepsia funcional é uma condição gastrointestinal comum, caracterizada por sintomas como dor ou queimação epigástrica, saciedade precoce e plenitude pós-prandial, na ausência de doença estrutural que os explique. Afeta uma parcela significativa da população e é um desafio diagnóstico e terapêutico na atenção primária. Em pacientes com menos de 60 anos (ou 50 anos em algumas diretrizes) e sem sinais de alarme, a estratégia mais custo-efetiva é o tratamento empírico. Isso pode incluir a terapia com inibidores de bomba de prótons (IBP) por 4 a 8 semanas ou a estratégia de 'testar e tratar' para H. pylori, especialmente em áreas de alta prevalência. A endoscopia digestiva alta é reservada para pacientes com sinais de alarme ou aqueles que não respondem ao tratamento empírico inicial. O tratamento com IBP visa reduzir a acidez gástrica e aliviar os sintomas. Agentes procinéticos podem ser úteis para sintomas como saciedade precoce e náuseas, mas geralmente não são a monoterapia de primeira linha. A erradicação do H. pylori é importante quando a bactéria é identificada, pois pode ser a causa subjacente da dispepsia em alguns casos.
Sinais de alarme incluem perda ponderal inexplicada, disfagia, odinofagia, sangramento gastrointestinal, anemia por deficiência de ferro, massa abdominal palpável, vômitos persistentes e história familiar de câncer gastrointestinal.
A conduta inicial é o tratamento empírico, geralmente com um inibidor de bomba de prótons (IBP) em dose padrão por 4 a 8 semanas, ou teste e tratamento para H. pylori, dependendo da prevalência local.
A erradicação do H. pylori é recomendada em pacientes com dispepsia e teste positivo para a bactéria, especialmente em regiões de alta prevalência, ou após falha do tratamento empírico com IBP.
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