Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2022
A dispepsia acomete 44% da população adulta e é demanda frequente nos consultórios. Sobre a síndrome dispéptica, é INCORRETO afirmar que:
Endoscopia digestiva alta NÃO é indicada na abordagem inicial de TODOS os pacientes com dispepsia, mas sim em casos selecionados (sinais de alarme).
A endoscopia digestiva alta não é um exame de rotina para todos os pacientes com dispepsia. Ela é reservada para pacientes com sinais de alarme (ex: perda de peso, disfagia, sangramento gastrointestinal, anemia) ou para aqueles acima de uma certa idade (geralmente > 60 anos) para excluir causas orgânicas graves.
A dispepsia é uma síndrome comum caracterizada por dor ou desconforto na região epigástrica, plenitude pós-prandial precoce ou saciedade precoce. Afeta uma parcela significativa da população adulta e representa uma queixa frequente em consultórios de clínica geral e gastroenterologia. A compreensão de sua etiologia e manejo é fundamental para a prática médica. A maioria dos casos de dispepsia é funcional, sem uma causa orgânica identificável, e é diagnosticada com base nos critérios de Roma IV, que exigem a presença de sintomas por pelo menos três meses. No entanto, é crucial excluir causas orgânicas como úlceras pépticas, esofagite, doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), colelitíase ou, mais raramente, neoplasias. A história clínica detalhada, incluindo a revisão de medicamentos em uso, é essencial. A abordagem inicial da dispepsia deve ser estratificada. Em pacientes jovens sem sinais de alarme, pode-se optar por uma estratégia de "testar e tratar" para Helicobacter pylori ou terapia empírica com inibidores da bomba de prótons (IBP). A endoscopia digestiva alta é reservada para pacientes com sinais de alarme (como perda de peso, disfagia, sangramento) ou para aqueles acima de uma certa idade (geralmente > 60 anos), visando identificar ou excluir patologias graves.
A dispepsia pode ser funcional (sem causa orgânica aparente, responsável pela maioria dos casos) ou orgânica (associada a úlceras, esofagite, câncer, etc.).
Sinais de alarme incluem disfagia, odinofagia, perda de peso inexplicada, anemia, sangramento gastrointestinal, vômitos persistentes e massa abdominal palpável.
Diversos medicamentos podem induzir dispepsia, como AINEs, bifosfonados, corticosteroides, nitratos, teofilina e antagonistas do cálcio, sendo importante revisar a farmacoterapia do paciente.
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