Dispareunia: Causas e Classificação Clínica

PMC - Prefeitura Municipal de Curitiba / SMS (PR) — Prova 2021

Enunciado

A dispareunia, ou penetração sexual dolorosa, é uma queixa comum entre as mulheres. A prevalência da dispareunia varia muito de acordo com a população amostrada e como ela é definida. Estudos retrospectivos citaram uma faixa de 1.5% a 70%. Com relação a dispareunia, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) A dispareunia pode ser classificada como primária ou secundária, e sempre profunda.
  2. B) A dispareunia secundária caracteriza-se por dor associada à penetração desde o início da atividade sexual.
  3. C) Cervicite, doença inflamatória pélvica (DIP), endometriose e hidrossalpinge podem ser etiologias de dispareunia profunda.
  4. D) Leiomiomatose e adenomiose são etiologias de dispareunia primária.
  5. E) Vaginismo cursa como uma das causas de anormalidades estruturais.

Pérola Clínica

DIP, endometriose, cervicite e hidrossalpinge são causas comuns de dispareunia profunda.

Resumo-Chave

A dispareunia pode ser classificada como superficial ou profunda, e primária ou secundária. Condições que afetam os órgãos pélvicos, como doença inflamatória pélvica (DIP), endometriose, cervicite e hidrossalpinge, são causas frequentes de dispareunia profunda, devido ao envolvimento inflamatório ou anatômico.

Contexto Educacional

A dispareunia, definida como dor persistente ou recorrente associada à atividade sexual, é uma queixa comum que afeta significativamente a qualidade de vida das mulheres. Sua prevalência é ampla e variável, refletindo a complexidade de suas etiologias e a subjetividade da experiência da dor. A dispareunia pode ser classificada quanto ao seu início (primária ou secundária) e quanto à sua localização (superficial ou profunda), sendo essa distinção crucial para direcionar a investigação diagnóstica e o tratamento. A dispareunia profunda, que ocorre com a penetração mais profunda ou durante o coito, geralmente indica envolvimento de estruturas pélvicas internas. Causas comuns incluem condições inflamatórias e infecciosas como cervicite, doença inflamatória pélvica (DIP) e hidrossalpinge, que podem levar à inflamação e aderências nos órgãos pélvicos. A endometriose, caracterizada pela presença de tecido endometrial fora do útero, é uma causa frequente e muitas vezes incapacitante de dispareunia profunda, especialmente quando há acometimento dos ligamentos uterossacros ou do septo retovaginal. Outras condições como leiomiomatose (miomas uterinos) e adenomiose (presença de tecido endometrial no miométrio) também podem contribuir para a dispareunia profunda, embora não sejam tipicamente causas de dispareunia primária. O vaginismo, por sua vez, é uma causa de dispareunia superficial, caracterizada por espasmos musculares involuntários do assoalho pélvico, e é considerado uma disfunção sexual, não uma anormalidade estrutural. O diagnóstico e manejo da dispareunia exigem uma abordagem multidisciplinar, incluindo avaliação ginecológica completa, exames complementares e, muitas vezes, terapia sexual e psicológica.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre dispareunia primária e secundária?

A dispareunia primária refere-se à dor associada à penetração sexual desde o início da atividade sexual da mulher. A dispareunia secundária, por outro lado, é a dor que se desenvolve após um período de relações sexuais sem dor, geralmente adquirida ao longo da vida.

Quais condições ginecológicas podem causar dispareunia profunda?

Condições como doença inflamatória pélvica (DIP), endometriose, cervicite, hidrossalpinge, aderências pélvicas e miomas uterinos (especialmente os que distorcem a anatomia pélvica) são causas comuns de dispareunia profunda, pois envolvem estruturas internas da pelve.

O que é vaginismo e como ele se relaciona com a dispareunia?

Vaginismo é uma condição caracterizada por contrações involuntárias e recorrentes dos músculos do assoalho pélvico ao tentar a penetração vaginal, causando dor e impossibilitando o coito. É uma causa de dispareunia superficial, mas é uma condição funcional, não uma anormalidade estrutural.

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