Dismotilidade Esofágica na Esclerose Sistêmica: Diagnóstico

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023

Enunciado

Uma paciente com 35 anos faz tratamento em um ambulatório de referência em reumatologia devido a esclerose sistêmica, forma difusa. Faz uso regular de medicações como prednisona e metotrexato. Há 3 meses, ela apresenta dor torácica em queimação, retroesternal, associada à sensação de regurgitação, disfagia e episódios de tosse seca principalmente ao deitar.O diagnóstico e a conduta para esse caso são, respectivamente,

Alternativas

  1. A) pleurite; radiografia de tórax.
  2. B) angina instável; cateterismo coronariano.
  3. C) dismotilidade esofágica; manometria esofágica.
  4. D) doença intersticial pulmonar; tomografia computadorizada de tórax.

Pérola Clínica

Esclerose sistêmica + disfagia/dor retroesternal/regurgitação = Dismotilidade esofágica → Manometria esofágica.

Resumo-Chave

A esclerose sistêmica, especialmente a forma difusa, frequentemente afeta o trato gastrointestinal, sendo a dismotilidade esofágica uma das manifestações mais comuns, caracterizada por disfagia, dor retroesternal e sintomas de refluxo, que são investigados por manometria esofágica.

Contexto Educacional

A esclerose sistêmica, uma doença autoimune crônica caracterizada por fibrose da pele e órgãos internos, frequentemente afeta o trato gastrointestinal, sendo o esôfago o órgão mais acometido. A dismotilidade esofágica é uma manifestação comum, presente em até 90% dos pacientes, especialmente na forma difusa da doença. Os sintomas típicos incluem disfagia (dificuldade para engolir), pirose (azia), dor torácica em queimação retroesternal, regurgitação e tosse crônica, que pioram com o decúbito. Esses sintomas resultam da fibrose e atrofia da musculatura lisa do esôfago, levando à perda da peristalse e à incompetência do esfíncter esofágico inferior, o que favorece o refluxo gastroesofágico. O diagnóstico da dismotilidade esofágica é feito clinicamente e confirmado pela manometria esofágica, que demonstra hipomotilidade ou ausência de peristalse no esôfago distal e hipotonia do esfíncter esofágico inferior. O tratamento é focado no alívio sintomático do refluxo (inibidores de bomba de prótons, procinéticos) e na prevenção de complicações como esofagite, estenose e esôfago de Barrett.

Perguntas Frequentes

Quais são as manifestações gastrointestinais mais comuns na esclerose sistêmica?

As manifestações gastrointestinais mais comuns na esclerose sistêmica incluem dismotilidade esofágica (disfagia, pirose, regurgitação), gastroparesia, pseudo-obstrução intestinal e disfunção anorretal.

Por que a manometria esofágica é o exame de escolha para dismotilidade esofágica na esclerose sistêmica?

A manometria esofágica é o padrão-ouro para avaliar a função motora do esôfago, identificando alterações como hipomotilidade ou ausência de peristalse, e disfunção do esfíncter esofágico inferior, características da esofagopatia esclerodérmica.

Como a esclerose sistêmica afeta o esôfago?

A esclerose sistêmica causa fibrose e atrofia da musculatura lisa do esôfago, levando à perda da peristalse e à incompetência do esfíncter esofágico inferior, resultando em dismotilidade e refluxo gastroesofágico.

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