UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2025
Nulípara de 32 anos (menarca aos 12 anos), com ciclos menstruais regulares, veio à consulta por quadro de dismenorreia e dor pélvica crônica. Fazia uso de pílula anticoncepcional de forma errática, apresentando melhora dos sintomas nestes períodos. Sem queixas urinárias ou intestinais, informou manter dieta equilibrada e fazer exercícios físicos (3 vezes/semana). O exame físico não revelou anormalidades. Trouxe ultrassonografia pélvica transvaginal, mostrando um cisto folicular de 15 mm. A conduta inicial é prescrever
Dismenorreia + dor pélvica crônica + melhora com ACO → progesterona contínua é conduta inicial.
A dor pélvica crônica e dismenorreia, especialmente com melhora ao uso de anticoncepcionais, sugere uma condição estrógeno-dependente como endometriose ou adenomiose. A progesterona contínua visa suprimir o crescimento endometrial e a ovulação, aliviando os sintomas.
A dismenorreia e a dor pélvica crônica são queixas ginecológicas comuns que impactam significativamente a qualidade de vida das mulheres. A investigação deve incluir anamnese detalhada, exame físico e ultrassonografia pélvica para excluir outras causas. A melhora dos sintomas com o uso de anticoncepcionais orais sugere uma etiologia hormonal, frequentemente associada à endometriose ou adenomiose. A fisiopatologia da dor pélvica crônica em condições como a endometriose envolve inflamação, formação de aderências e estimulação estrogênica do tecido ectópico. O diagnóstico definitivo de endometriose é cirúrgico, mas o tratamento empírico é frequentemente iniciado com base na suspeita clínica. A conduta inicial para dismenorreia e dor pélvica crônica com suspeita de endometriose ou adenomiose é a terapia hormonal, com destaque para a progesterona contínua. Esta abordagem visa suprimir a ovulação e induzir atrofia endometrial, reduzindo a dor e a progressão da doença. Anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) podem ser usados para alívio sintomático, mas não tratam a causa subjacente.
As principais causas incluem endometriose, adenomiose, doença inflamatória pélvica crônica e miomas uterinos. A endometriose é uma das mais comuns, caracterizada pela presença de tecido endometrial fora do útero.
A progesterona contínua induz atrofia do endométrio e suprime a ovulação, reduzindo a produção de estrogênio. Isso minimiza o estímulo hormonal sobre lesões estrógeno-dependentes, como as da endometriose, aliviando a dor.
Um cisto folicular de 15 mm é geralmente fisiológico e não requer intervenção imediata, especialmente em um contexto de dor pélvica crônica. A conduta se concentra na dor e nos sintomas, não no cisto em si.
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