Dismenorreia Secundária: Investigação e Diagnóstico

SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2021

Enunciado

Sobre dismenorreia marque a assertiva CORRETA:

Alternativas

  1. A) A investigação da dismenorreia secundária pode incluir a realização de exames como CA-125, US pélvica e ressonância magnética.
  2. B) Tem baixa prevalência e atinge maiores índices em mulheres com mais de 20 anos de idade.
  3. C) A dismenorreia secundária não está associada à nenhuma doença do trato genital e pode sofrer redução espontânea significativa de sua intensidade.
  4. D) Em quadro clinico sugestivo de dismenorreia secundária, a paciente deve apenas ser orientada sobre a naturalidade da ocorrência sem necessidade de exames adicionais e prescrição de sintomáticos.
  5. E) Paciente com dismenorreia tem contraindicação ao uso de DIU de levonorgestrel.

Pérola Clínica

Dismenorreia secundária → investigação com US pélvica, RM e marcadores como CA-125 para causas orgânicas.

Resumo-Chave

A dismenorreia secundária, diferentemente da primária, é causada por uma condição patológica subjacente, como endometriose, adenomiose ou miomas. Sua investigação é crucial e envolve exames de imagem e, em alguns casos, marcadores tumorais para identificar a etiologia e direcionar o tratamento adequado.

Contexto Educacional

A dismenorreia é uma queixa comum na ginecologia, caracterizada por dor pélvica durante a menstruação. Ela é classificada em primária, quando não há causa orgânica identificável, e secundária, quando associada a uma patologia pélvica subjacente. A dismenorreia secundária é de grande importância clínica, pois pode indicar condições como endometriose, adenomiose, miomas uterinos ou doença inflamatória pélvica, que requerem tratamento específico. A investigação da dismenorreia secundária é fundamental para o diagnóstico correto e manejo adequado. Essa investigação geralmente começa com uma anamnese detalhada e exame físico, seguida por exames complementares. A ultrassonografia pélvica é o exame de primeira linha, mas a ressonância magnética pélvica oferece maior detalhamento para lesões como endometriomas e adenomiose. Em casos selecionados, marcadores como o CA-125 podem ser úteis, especialmente na suspeita de endometriose severa, embora sua especificidade seja limitada. O tratamento da dismenorreia secundária é direcionado à causa subjacente. Por exemplo, a endometriose pode ser tratada clinicamente com hormônios ou cirurgicamente. É crucial que o residente saiba diferenciar os tipos de dismenorreia e conduzir a investigação de forma eficaz para evitar a progressão de doenças e melhorar a qualidade de vida da paciente.

Perguntas Frequentes

Quais exames são indicados na investigação da dismenorreia secundária?

A investigação da dismenorreia secundária pode incluir ultrassonografia pélvica, ressonância magnética e, em alguns casos, marcadores como o CA-125, para identificar condições como endometriose ou adenomiose.

Qual a diferença entre dismenorreia primária e secundária?

A dismenorreia primária não possui causa orgânica identificável e geralmente melhora com a idade. A dismenorreia secundária é causada por uma patologia pélvica subjacente, como endometriose, e tende a piorar com o tempo.

Por que o CA-125 pode ser solicitado na dismenorreia secundária?

O CA-125 é um marcador que pode estar elevado em condições como endometriose severa ou adenomiose, auxiliando na suspeita diagnóstica e monitoramento, embora não seja específico para essas condições.

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