Dismenorreia Secundária: Diagnóstico e Tratamento

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2020

Enunciado

Paciente de 18 anos, IGIP (parto normal há 2 anos), em união consensual, refere ciclos menstruais regulares e cólicas menstruais no primeiro dia da menstruação desde o parto, que não melhoram com analgésicos. Diagnóstico e conduta indicados:

Alternativas

  1. A) Dismenorreia primária dosar CA125 e prescrever dienogeste.
  2. B) Dismenorreia secundária prescrever anti-inflamatórios não hormonais.
  3. C) Endometriose indicar videolaparoscopia.
  4. D) Dor pélvica crônica prescrever fisioterapia pélvica.
  5. E) Adenomiose prescrever análogos de GnRH.

Pérola Clínica

Dismenorreia que surge após o parto e não melhora com analgésicos → Dismenorreia Secundária.

Resumo-Chave

A dismenorreia secundária é caracterizada por dor menstrual que surge após um período assintomático, frequentemente associada a uma causa orgânica (ex: endometriose, adenomiose, miomas). O fato de ter surgido após o parto e ser refratária a analgésicos simples sugere uma causa secundária. A conduta inicial, no entanto, ainda inclui AINEs, que são a primeira linha para dor menstrual.

Contexto Educacional

A dismenorreia é a dor pélvica associada à menstruação, sendo classificada como primária (sem causa orgânica aparente) ou secundária (associada a uma patologia pélvica). A dismenorreia secundária é mais comum em mulheres mais velhas, multíparas, e frequentemente se inicia após um período de menstruações indolores, como no caso pós-parto. Sua prevalência varia, mas impacta significativamente a qualidade de vida. A fisiopatologia da dismenorreia secundária está ligada à condição subjacente, como a liberação de prostaglandinas em excesso na endometriose ou adenomiose, causando contrações uterinas dolorosas. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico, e pode ser complementado por exames de imagem (ultrassonografia transvaginal) para identificar a causa orgânica. A suspeita aumenta quando a dor é refratária a tratamentos convencionais ou surge em idade mais avançada. O tratamento da dismenorreia secundária visa aliviar a dor e tratar a causa subjacente. A primeira linha terapêutica inclui anti-inflamatórios não hormonais (AINEs), que inibem a síntese de prostaglandinas, e contraceptivos hormonais combinados, que suprimem a ovulação e reduzem o fluxo menstrual. Se a dor persistir, a investigação da causa orgânica deve ser aprofundada, podendo incluir videolaparoscopia em casos de suspeita de endometriose.

Perguntas Frequentes

Quais são as características da dismenorreia secundária?

A dismenorreia secundária é a dor menstrual que se desenvolve mais tarde na vida, muitas vezes após um período de menstruações indolores, e pode ser progressiva ou não responder bem a analgésicos comuns.

Qual a conduta inicial para dismenorreia secundária?

A conduta inicial para dismenorreia, seja primária ou secundária, geralmente envolve o uso de anti-inflamatórios não hormonais (AINEs) e/ou contraceptivos hormonais combinados para alívio da dor.

Quais são as principais causas de dismenorreia secundária?

As causas mais comuns incluem endometriose, adenomiose, miomas uterinos, doença inflamatória pélvica e estenose cervical. A investigação deve ser direcionada pela história clínica e exame físico.

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