UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2024
Paciente de 18 anos, G1PN1A0 (parto normal há 2 anos), em união consensual, refere ciclos menstruais regulares e cólicas menstruais no primeiro dia da menstruação desde o parto, que não melhoram com analgésicos. Diagnóstico e conduta indicados:
Dismenorreia que surge após o parto e não melhora com analgésicos → suspeitar de dismenorreia secundária.
A dismenorreia que se inicia após o parto ou em idade mais avançada, com piora progressiva e refratariedade a analgésicos comuns, sugere uma causa secundária, como adenomiose ou endometriose, exigindo investigação.
A dismenorreia é a dor pélvica associada à menstruação, sendo uma das queixas ginecológicas mais comuns. Ela pode ser primária, sem causa orgânica aparente, ou secundária, causada por uma patologia subjacente. A dismenorreia secundária é mais comum em mulheres mais velhas, com início tardio dos sintomas (após os 25 anos) ou após eventos como o parto, e frequentemente não responde aos analgésicos convencionais. No caso apresentado, o início da dismenorreia após o parto e a refratariedade aos analgésicos são fortes indicativos de uma causa secundária. As principais hipóteses incluem adenomiose, endometriose, miomas uterinos ou doença inflamatória pélvica. A adenomiose, em particular, é frequentemente associada a multiparidade e pode causar cólicas intensas e sangramento abundante. O diagnóstico da dismenorreia secundária envolve anamnese detalhada, exame físico e exames complementares como ultrassonografia transvaginal. O tratamento inicial pode incluir anti-inflamatórios não hormonais (AINEs) e contraceptivos hormonais. Se a dor persistir, a investigação deve ser aprofundada para identificar e tratar a causa específica, que pode exigir intervenções cirúrgicas em casos de endometriose ou adenomiose severa.
A dismenorreia primária não tem causa orgânica identificável e geralmente começa na adolescência. A secundária é causada por uma condição subjacente (ex: endometriose, adenomiose) e tende a surgir mais tarde na vida ou após eventos como o parto.
Após o parto, condições como adenomiose (invasão do endométrio no miométrio) ou endometriose (tecido endometrial fora do útero) podem se manifestar ou piorar, causando dismenorreia secundária devido às alterações uterinas e hormonais.
A conduta inicial inclui analgesia com anti-inflamatórios não hormonais (AINEs) e contraceptivos hormonais. Se não houver melhora, é fundamental investigar a causa subjacente com exames de imagem (ultrassonografia) e, se necessário, laparoscopia.
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