AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2020
Paciente de 15 anos recebeu o diagnóstico de dismenorreia primária. O tratamento inicialmente prescrito deve ser com:
Dismenorreia primária: 1ª linha de tratamento são AINEs (anti-inflamatórios não esteroides) VO.
A dismenorreia primária é causada pela produção excessiva de prostaglandinas no endométrio, que levam a contrações uterinas dolorosas. Os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) agem inibindo a síntese dessas prostaglandinas, sendo, portanto, a primeira linha de tratamento eficaz para aliviar a dor menstrual.
A dismenorreia primária é uma condição ginecológica comum, caracterizada por dor pélvica cíclica que ocorre durante a menstruação, sem uma causa orgânica identificável. Afeta uma parcela significativa de adolescentes e mulheres jovens, impactando sua qualidade de vida e atividades diárias. A fisiopatologia central envolve a produção excessiva de prostaglandinas (especialmente PGF2α e PGE2) no endométrio durante a fase lútea tardia e a menstruação, levando a contrações uterinas anormais, isquemia miometrial e sensibilização de nervos da dor. O diagnóstico da dismenorreia primária é clínico, baseado na história de dor menstrual cíclica, geralmente iniciada 6 a 12 meses após a menarca, e na exclusão de causas secundárias. O tratamento inicial e mais eficaz são os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como ibuprofeno, naproxeno ou ácido mefenâmico. Eles devem ser iniciados no início da dor ou um dia antes da menstruação e continuados por 2-3 dias, pois atuam inibindo a ciclo-oxigenase (COX) e, consequentemente, a síntese de prostaglandinas. Para pacientes que não respondem aos AINEs ou que também desejam contracepção, os contraceptivos hormonais combinados (CHCs) são uma excelente segunda linha de tratamento. Eles suprimem a ovulação e reduzem a proliferação endometrial, diminuindo a produção de prostaglandinas e, consequentemente, a intensidade da dor. Outras medidas não farmacológicas, como compressas quentes e exercícios, também podem oferecer alívio.
A dismenorreia primária é causada pela produção excessiva de prostaglandinas no endométrio durante a menstruação. Essas prostaglandinas levam a contrações uterinas intensas e isquemia, resultando em dor.
Os AINEs (anti-inflamatórios não esteroides) são a primeira linha porque inibem a síntese de prostaglandinas, que são as principais mediadoras da dor e das contrações uterinas na dismenorreia primária, agindo diretamente na causa da dor.
Se os AINEs não forem suficientes, os contraceptivos hormonais combinados (orais, injetáveis, adesivos ou anéis vaginais) são a segunda linha de tratamento, pois reduzem a proliferação endometrial e, consequentemente, a produção de prostaglandinas.
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