UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2021
Paciente com 18 anos refere dor pélvica cíclica, intensa, tipo cólica, com várias idas à emergência desde a menarca. Nega antecedentes pessoais patológicos, refere ainda que é nuligesta. Ao exame físico, toque com útero móvel e indolor, ao exame de imagem, nada digno de nota. Segundo o ginecologista, sua hipótese diagnóstica é dismenorreia primária ou endometriose peritoneal. Qual das condutas seguintes é a mais adequada?
Dismenorreia primária/endometriose suspeita → iniciar ACO combinado ou progesterona isolada como 1ª linha.
Em pacientes jovens com dor pélvica cíclica e exame físico normal, a dismenorreia primária e a endometriose são hipóteses. O tratamento empírico com anticoncepcionais hormonais (combinados ou progesterona isolada) é a conduta inicial mais adequada, antes de procedimentos invasivos.
A dor pélvica cíclica é uma queixa comum na ginecologia, especialmente em adolescentes e mulheres jovens. A dismenorreia primária, caracterizada por dor sem causa orgânica aparente, e a endometriose, presença de tecido endometrial fora do útero, são as principais hipóteses diagnósticas. A endometriose pode se apresentar com dor pélvica cíclica intensa, mesmo com exames de imagem normais e útero móvel e indolor ao toque, especialmente em suas formas peritoneais superficiais. O diagnóstico diferencial é crucial, mas a abordagem inicial é frequentemente empírica. A fisiopatologia da dismenorreia primária envolve a produção excessiva de prostaglandinas no endométrio, enquanto a endometriose envolve inflamação e implantes ectópicos. A suspeita clínica é fundamental, e a história de dor cíclica intensa desde a menarca, com impacto na qualidade de vida, sugere essas condições. A conduta mais adequada para o manejo inicial é o tratamento clínico. Anticoncepcionais hormonais, sejam combinados orais ou progesterona isolada, atuam suprimindo a ovulação e a proliferação endometrial, reduzindo a dor. A laparoscopia é um procedimento diagnóstico e terapêutico para endometriose, mas não é a primeira linha de tratamento, sendo reservada para casos refratários ao tratamento clínico ou quando há forte suspeita de doença mais avançada.
As principais causas são dismenorreia primária e endometriose. A dismenorreia primária é um diagnóstico de exclusão, enquanto a endometriose deve ser considerada mesmo com exame físico normal.
A primeira linha de tratamento é clínica, com o uso de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e/ou terapia hormonal, como anticoncepcionais orais combinados ou progesterona isolada.
A laparoscopia é indicada para diagnóstico e tratamento de endometriose em casos de falha do tratamento clínico, suspeita de endometriose avançada ou para exclusão de outras patologias.
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