Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2024
As cólicas menstruais que comprometem adolescentes que ainda não gestaram (dismenorreia primária), tem relação principalmente com:
Dismenorreia primária em adolescentes → ↑ Prostaglandina F2-alfa = contrações uterinas dolorosas.
A dismenorreia primária é causada principalmente pela produção excessiva de prostaglandinas (especialmente PGF2-alfa) no endométrio durante a menstruação, levando a contrações uterinas intensas e isquemia miometrial, resultando em dor.
A dismenorreia primária é a dor pélvica cíclica associada à menstruação, sem patologia pélvica identificável. É uma condição extremamente comum em adolescentes e mulheres jovens, impactando significativamente a qualidade de vida e a frequência escolar/laboral. A compreensão de sua fisiopatologia é crucial para um manejo eficaz. A principal causa da dismenorreia primária é a produção excessiva de prostaglandinas, particularmente a Prostaglandina F2-alfa, pelo endométrio secretor durante a menstruação. Essas prostaglandinas atuam no miométrio, causando contrações uterinas intensas e prolongadas, vasoconstrição e isquemia, o que resulta na dor. Outros sintomas como náuseas, vômitos e diarreia também podem ser atribuídos aos efeitos sistêmicos das prostaglandinas. O tratamento visa reduzir a produção ou os efeitos das prostaglandinas. Os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) são a primeira linha de tratamento, pois inibem a ciclooxigenase, enzima chave na síntese de prostaglandinas. Contraceptivos hormonais combinados também são eficazes, pois suprimem a ovulação e a proliferação endometrial, diminuindo a produção de prostaglandinas.
As prostaglandinas, especialmente a Prostaglandina F2-alfa, são liberadas em excesso pelo endométrio durante a menstruação, causando contrações uterinas intensas, vasoconstrição e isquemia miometrial, que resultam na dor característica da dismenorreia.
A dismenorreia primária é mais comum em adolescentes e mulheres jovens nulíparas porque o útero ainda não passou pelas mudanças estruturais e hormonais da gravidez, que podem alterar a resposta miometrial às prostaglandinas.
O tratamento inclui analgésicos como anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), que inibem a síntese de prostaglandinas, e contraceptivos hormonais combinados, que suprimem a ovulação e a proliferação endometrial, reduzindo a produção de prostaglandinas.
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