HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2020
Paciente 13 anos, apresenta dismenorreia primária. Pode-se afirmar que a causa da dismenorreia primária é:
Dismenorreia primária = ↑ produção endometrial de prostaglandinas → contrações uterinas dolorosas.
A dismenorreia primária é caracterizada por dor menstrual sem patologia pélvica subjacente. Sua fisiopatologia central envolve o aumento da produção de prostaglandinas no endométrio, que causam contrações uterinas intensas e isquemia, resultando na dor característica.
A dismenorreia primária é uma condição comum que afeta adolescentes e mulheres jovens, caracterizada por dor pélvica cíclica associada à menstruação, na ausência de patologia pélvica orgânica. É um diagnóstico de exclusão, e seu impacto na qualidade de vida pode ser significativo, levando a absenteísmo escolar ou laboral. A fisiopatologia central da dismenorreia primária reside no aumento da produção de prostaglandinas (especialmente PGF2α e PGE2) no endométrio durante a fase lútea tardia e no início da menstruação. Essas prostaglandinas causam contrações miometriais uterinas intensas e prolongadas, vasoconstrição dos vasos uterinos e isquemia miometrial, resultando na dor característica. O tratamento da dismenorreia primária visa reduzir a produção ou o efeito das prostaglandinas. Os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) são a primeira linha de tratamento, pois inibem a ciclooxigenase, enzima chave na síntese de prostaglandinas. Anticoncepcionais hormonais combinados também são eficazes, pois suprimem a ovulação e reduzem o crescimento endometrial, diminuindo a produção de prostaglandinas.
O principal mecanismo é o aumento da produção de prostaglandinas (PGF2α e PGE2) no endométrio durante a menstruação, que causam contrações uterinas intensas, vasoconstrição e isquemia miometrial, resultando em dor.
A dismenorreia primária não tem uma causa orgânica identificável e geralmente começa na adolescência, enquanto a dismenorreia secundária é causada por uma patologia pélvica subjacente (ex: endometriose, miomas) e tende a surgir mais tarde na vida.
O tratamento inclui analgésicos (especialmente AINEs, que inibem a síntese de prostaglandinas), anticoncepcionais hormonais combinados (que reduzem o crescimento endometrial e a produção de prostaglandinas) e medidas não farmacológicas como calor local.
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