HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2022
Paciente de 17 anos, sem sexarca, com cólicas menstruais caracterizadas como dismenorreia primária, com intensidade que dificulta a realização de atividades diárias. Qual seria a melhor conuta nesse caso?
Dismenorreia primária em adolescente sem sexarca → Inibidores de prostaglandinas (AINEs) são 1ª linha.
A dismenorreia primária é comum em adolescentes e é causada pela produção excessiva de prostaglandinas no endométrio. A primeira linha de tratamento, especialmente em pacientes sem sexarca, são os inibidores de prostaglandinas (AINEs), que agem reduzindo a síntese dessas substâncias e aliviando a dor.
A dismenorreia primária é uma condição ginecológica comum, caracterizada por cólicas menstruais dolorosas sem uma causa orgânica identificável. Afeta uma parcela significativa de adolescentes e mulheres jovens, impactando sua qualidade de vida e atividades diárias. A fisiopatologia envolve a produção excessiva de prostaglandinas no endométrio, que causam contrações uterinas intensas e isquemia. O manejo da dismenorreia primária em adolescentes, especialmente aquelas sem sexarca, deve iniciar com a terapia mais conservadora e eficaz. Os inibidores de prostaglandinas (AINEs), como ibuprofeno, naproxeno ou ácido mefenâmico, são a primeira linha de tratamento. Eles agem inibindo a ciclo-oxigenase, reduzindo a síntese de prostaglandinas e, consequentemente, a intensidade da dor. Devem ser iniciados no início dos sintomas ou um dia antes da menstruação. Embora os anticoncepcionais orais combinados sejam altamente eficazes para a dismenorreia primária, eles são geralmente considerados uma segunda linha de tratamento, ou para pacientes que também necessitam de contracepção ou que não respondem aos AINEs. Antiespasmódicos têm eficácia limitada, e antagonistas de GnRH são reservados para casos mais graves e refratários, devido aos seus efeitos colaterais e custo.
A dismenorreia primária é causada pela produção excessiva de prostaglandinas no endométrio durante a fase lútea do ciclo menstrual, levando a contrações uterinas dolorosas e isquemia, que resultam nas cólicas menstruais.
A primeira linha de tratamento são os inibidores de prostaglandinas (AINEs), como ibuprofeno, naproxeno ou ácido mefenâmico. Eles atuam inibindo a síntese dessas substâncias, reduzindo as contrações uterinas e, consequentemente, a dor.
Anticoncepcionais orais combinados são uma opção eficaz, especialmente se a paciente tiver sexarca, desejar contracepção ou se os AINEs forem ineficazes ou contraindicados. No entanto, não são a primeira linha para pacientes sem sexarca.
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