Dismenorreia em Adolescentes: Diagnóstico e Tratamento

UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2022

Enunciado

Uma das frequentes queixas das adolescentes nos consultórios é a dismenorreia, o que, muitas vezes, atrapalha sua convivência social e até mesmo suas atividades escolares e de lazer. Sobre essa patologia, analise as afirmações abaixo.Das afirmações, estão corretas:

Alternativas

  1. A) I, II e III.
  2. B) I, III e IV.
  3. C) I, II e IV.
  4. D) II, III e IV.

Pérola Clínica

Dismenorreia primária em adolescentes → AINEs são 1ª linha, ACOs são alternativa eficaz.

Resumo-Chave

A dismenorreia primária é comum em adolescentes, caracterizada por dor pélvica cíclica sem patologia orgânica. Sua fisiopatologia envolve o aumento da produção de prostaglandinas. O tratamento de primeira linha são os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), e os anticoncepcionais orais combinados são uma excelente alternativa, especialmente se houver necessidade de contracepção.

Contexto Educacional

A dismenorreia, ou cólica menstrual, é uma das queixas ginecológicas mais frequentes na adolescência, afetando significativamente a qualidade de vida, o desempenho escolar e as atividades sociais das jovens. A dismenorreia primária é a forma mais comum nessa faixa etária, caracterizando-se por dor pélvica cíclica que ocorre durante a menstruação, sem evidência de patologia orgânica. Sua fisiopatologia está ligada ao aumento da produção de prostaglandinas no endométrio, que causam contrações uterinas e isquemia miometrial. O diagnóstico da dismenorreia primária é clínico, baseado na história e exclusão de causas secundárias. O tratamento de primeira linha consiste nos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), que devem ser iniciados no início dos sintomas ou um dia antes da menstruação. Eles atuam inibindo a síntese de prostaglandinas, aliviando a dor. Caso os AINEs sejam ineficazes ou contraindicados, os anticoncepcionais orais combinados (ACOs) representam uma alternativa eficaz, pois suprimem a ovulação e reduzem a proliferação endometrial, diminuindo a produção de prostaglandinas. É crucial que residentes saibam diferenciar a dismenorreia primária da secundária, que, embora menos comum em adolescentes, pode indicar condições como endometriose. A abordagem terapêutica deve ser individualizada, considerando a intensidade da dor, a resposta ao tratamento e o desejo de contracepção da paciente. O manejo adequado da dismenorreia é fundamental para melhorar a qualidade de vida das adolescentes e evitar o absenteísmo escolar.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre dismenorreia primária e secundária em adolescentes?

A dismenorreia primária não possui causa orgânica identificável e é mais comum em adolescentes, enquanto a dismenorreia secundária é causada por uma patologia pélvica subjacente, como endometriose ou miomas, sendo mais frequente em mulheres mais velhas, mas deve ser considerada em adolescentes com sintomas atípicos ou refratários.

Qual o mecanismo de ação dos AINEs no tratamento da dismenorreia?

Os AINEs atuam inibindo a ciclo-oxigenase (COX), enzima responsável pela síntese de prostaglandinas. Como o aumento das prostaglandinas no endométrio é o principal fator fisiopatológico da dismenorreia primária, a inibição de sua produção reduz as contrações uterinas e a dor.

Quando considerar o uso de anticoncepcionais orais para dismenorreia em adolescentes?

Os anticoncepcionais orais combinados são uma excelente opção para adolescentes com dismenorreia primária, especialmente se os AINEs forem ineficazes, contraindicados ou se a paciente também desejar contracepção. Eles atuam suprimindo a ovulação e diminuindo a proliferação endometrial, reduzindo a produção de prostaglandinas.

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