Claretiano - Centro Universitário de Rio Claro (SP) — Prova 2025
Uma menina de 12 anos queixa-se de dor intensa durante a menstruação (dismenorreia). Sem outras alterações clínicas, qual conduta inicial?
Dismenorreia primária em adolescente → analgesia + histórico familiar.
Em adolescentes com dismenorreia primária, a conduta inicial envolve o alívio da dor com analgesia (geralmente AINEs) e a coleta de um histórico familiar detalhado, que pode fornecer informações valiosas sobre a predisposição e a natureza da condição.
A dismenorreia, ou dor menstrual, é uma queixa comum entre adolescentes e mulheres jovens, impactando significativamente a qualidade de vida. A dismenorreia primária, que é a mais frequente nessa faixa etária, não possui uma causa orgânica identificável e é atribuída à produção excessiva de prostaglandinas no endométrio, levando a contrações uterinas dolorosas. O diagnóstico da dismenorreia primária é de exclusão, após uma anamnese cuidadosa e exame físico normal. A avaliação inicial deve focar na intensidade da dor, sua relação com o ciclo menstrual e a presença de sintomas associados. É crucial investigar o histórico familiar de dismenorreia, endometriose ou outras condições ginecológicas. A conduta inicial para a dismenorreia primária inclui o uso de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), que atuam inibindo a síntese de prostaglandinas, e/ou contraceptivos hormonais combinados, que reduzem o crescimento endometrial e, consequentemente, a produção de prostaglandinas. Medidas não farmacológicas, como compressas quentes e exercícios leves, também podem ser úteis. A persistência da dor ou a presença de sinais de alerta devem levar à investigação de causas secundárias.
A dismenorreia primária manifesta-se como dor pélvica cíclica, tipo cólica, que ocorre durante a menstruação, geralmente sem uma causa orgânica identificável. Pode ser acompanhada de náuseas, vômitos, diarreia, fadiga e cefaleia.
A conduta inicial envolve analgesia com anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e/ou contraceptivos hormonais combinados, além de uma anamnese detalhada para avaliar o histórico familiar e descartar causas secundárias.
O histórico familiar de dismenorreia ou endometriose pode sugerir uma predisposição genética ou indicar a necessidade de investigação mais aprofundada para causas secundárias, embora a maioria dos casos em adolescentes seja primária.
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