Dismenorreia em Adolescentes: Diagnóstico e Tratamento

FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2024

Enunciado

Uma das frequentes queixas das adolescentes nos consultórios é a dismenorreia, condição esta que muitas vezes atrapalha sua convivência social e até mesmo suas atividades escolares e de lazer. Sobre essa patologia, analise as afirmações abaixo. | - Na dismenorreia primária, a dor se inicia antes do período de fluxo menstrual, e, na dismenorreia secundária, ela se inicia no período menstrual e se prolonga por 48 horas ou mais, após o término do fluxo de sangramento.II. - A dismenorreia significa menstruação difícil e se caracteriza por dor tipo cólica, de intensidade variável, na região do hipogástrio.III. - Na dismenorreia primária, não há alteração dos órgãos genitais e pode surgir desde a menarca ou após alguns ciclos, quando eles se tornam ovulatórios.IV. - Para alívio da dor na dismenorreia primária, os anti-inflamatórios não hormonais são as drogas mais empregadas, pois inibem a síntese de prostaglandinas e têm eficácia e segurança comprovadas.Das afirmações acima, estão corretas:

Alternativas

  1. A) II, Ill e IV.
  2. B) I, Il e IV.
  3. C) I, Il e III.
  4. D) I, Ill e IV.
  5. E) Todas estão corretas.

Pérola Clínica

Dismenorreia primária: dor cólica hipogástrica sem causa orgânica, após ciclos ovulatórios, alivia com AINEs (inibem prostaglandinas).

Resumo-Chave

A dismenorreia primária é caracterizada por dor pélvica cíclica, tipo cólica, sem patologia orgânica subjacente, geralmente iniciando após os primeiros ciclos ovulatórios. Os AINEs são a primeira linha de tratamento devido à sua ação na inibição da síntese de prostaglandinas, que são mediadores da dor e contração uterina.

Contexto Educacional

A dismenorreia, ou menstruação difícil, é uma queixa ginecológica extremamente comum em adolescentes e mulheres jovens, podendo impactar significativamente sua qualidade de vida, atividades sociais e desempenho escolar. É caracterizada por dor tipo cólica na região do hipogástrio, de intensidade variável, que pode ser acompanhada de outros sintomas como náuseas, vômitos, diarreia, fadiga e cefaleia. Existem dois tipos principais: dismenorreia primária e secundária. A dismenorreia primária é a mais frequente na adolescência, sem patologia pélvica orgânica identificável. Sua fisiopatologia está ligada à produção excessiva de prostaglandinas no endométrio, que causam contrações uterinas intensas e isquemia. Geralmente, a dor se inicia com o fluxo menstrual ou pouco antes e dura de 1 a 3 dias, surgindo após a menarca, quando os ciclos se tornam ovulatórios. O tratamento da dismenorreia primária foca no alívio da dor. Os anti-inflamatórios não hormonais (AINEs) são a primeira linha de escolha, pois inibem a síntese de prostaglandinas, sendo altamente eficazes e seguros. Outras opções incluem contraceptivos hormonais, que reduzem a proliferação endometrial e, consequentemente, a produção de prostaglandinas. É crucial uma boa anamnese e exame físico para diferenciar a dismenorreia primária da secundária, que exige investigação de causas subjacentes como endometriose ou miomas.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre dismenorreia primária e secundária?

A dismenorreia primária não tem causa orgânica identificável, geralmente começa na adolescência após a menarca e ciclos ovulatórios. A secundária é causada por uma patologia pélvica subjacente (ex: endometriose, miomas), surge mais tarde na vida e a dor tende a ser progressiva.

Como os AINEs atuam no tratamento da dismenorreia primária?

Os AINEs inibem a ciclo-oxigenase (COX), reduzindo a produção de prostaglandinas no endométrio. As prostaglandinas são responsáveis pelas contrações uterinas dolorosas e pela isquemia uterina que causam a dor da dismenorreia.

Quando devo investigar uma dismenorreia como secundária?

Deve-se suspeitar de dismenorreia secundária em casos de dor que surge após os 25 anos, dor progressiva, dor que não responde a AINEs ou contraceptivos hormonais, sangramento menstrual anormal, dispareunia ou achados anormais ao exame pélvico.

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