FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2021
Dismenorreia é a dor pélvica que ocorre antes ou durante o fluxo menstrual. Qual é a fisiopatologia da dismenorreia primária?
Dismenorreia primária → ↑ prostaglandinas → contrações miometriais intensas e hipóxia tecidual.
A dismenorreia primária é causada pela liberação excessiva de prostaglandinas pelo endométrio durante a menstruação. Essas substâncias promovem contrações uterinas mais fortes e frequentes, além de vasoconstrição, levando à isquemia e dor. A queda dos níveis de progesterona no final do ciclo contribui para a liberação dessas prostaglandinas.
A dismenorreia primária é uma condição comum, afetando uma parcela significativa de mulheres em idade reprodutiva, sendo a principal causa de absenteísmo escolar e laboral. É definida como dor pélvica cíclica que ocorre na ausência de patologia pélvica identificável. Sua compreensão é fundamental para o manejo adequado e a melhoria da qualidade de vida das pacientes. A fisiopatologia central envolve a liberação excessiva de prostaglandinas (principalmente PGF2α e PGE2) pelo endométrio durante a fase lútea tardia e menstruação. A queda dos níveis de progesterona no final do ciclo estimula a produção dessas substâncias, que agem no miométrio, causando contrações uterinas intensas e prolongadas, bem como vasoconstrição. Essa isquemia e hipóxia tecidual resultam na dor característica. O diagnóstico é clínico, baseado na história de dor cíclica sem evidência de doença pélvica em exames. O tratamento visa inibir a síntese de prostaglandinas e aliviar a dor. Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) são a primeira linha de tratamento, pois atuam inibindo a ciclo-oxigenase. Contraceptivos hormonais combinados também são eficazes ao suprimir a ovulação e a proliferação endometrial, reduzindo a produção de prostaglandinas. Em casos refratários, outras abordagens podem ser consideradas, mas a compreensão da fisiopatologia é crucial para a escolha terapêutica.
As prostaglandinas, especialmente F2α e E2, são liberadas em excesso pelo endométrio durante a menstruação. Elas causam contrações miometriais intensas e vasoconstrição, resultando em isquemia e dor uterina, que são os principais mecanismos da dismenorreia primária.
A queda dos níveis de progesterona no final do ciclo menstrual desestabiliza os lisossomos das células endometriais, liberando enzimas que convertem fosfolipídios em ácido araquidônico, precursor das prostaglandinas. Isso aumenta a produção e liberação dessas substâncias, intensificando a dor.
Os sintomas incluem dor pélvica em cólica, geralmente iniciando pouco antes ou com o fluxo menstrual, e durando de 1 a 3 dias. Pode ser acompanhada de náuseas, vômitos, diarreia, fadiga, cefaleia e dor lombar, devido aos efeitos sistêmicos das prostaglandinas.
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