Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) — Prova 2022
Mulher, 22 anos, nuligesta, apresenta ciclos menstruais regulares com dismenorreia intensa. Exame ginecológico com especular normal, toque vaginal com útero em anteversoflexão, mobilidade preservada, não doloroso. Ultrassom pélvico sem achados clínicos relevantes. Qual dos seguintes medicamentos é o mais adequado para controle do sintoma desta paciente?
Dismenorreia primária sem causa orgânica → AINEs ou contraceptivos hormonais (progestágenos ou combinados) são primeira linha.
A dismenorreia primária é caracterizada por dor pélvica cíclica associada à menstruação, sem patologia orgânica identificável. É causada pela liberação excessiva de prostaglandinas no endométrio. O tratamento de primeira linha inclui anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e contraceptivos hormonais, que podem ser combinados ou apenas progestágenos, como a medroxiprogesterona, que atua suprimindo a ovulação e atrofia endometrial, reduzindo a produção de prostaglandinas.
A dismenorreia, ou dor menstrual, é uma queixa ginecológica muito comum, afetando uma parcela significativa de mulheres em idade reprodutiva. É classificada como primária quando não há patologia pélvica identificável e secundária quando associada a uma condição subjacente, como endometriose, adenomiose ou miomas. A dismenorreia primária é causada principalmente pela produção excessiva de prostaglandinas no endométrio, que levam a contrações uterinas intensas e isquemia. O diagnóstico da dismenorreia primária é de exclusão, baseado na história clínica de dor cíclica associada à menstruação, geralmente iniciando na adolescência, e em um exame ginecológico e ultrassonografia pélvica normais. A dor tipicamente começa pouco antes ou no início da menstruação e dura de 1 a 3 dias, podendo ser acompanhada de náuseas, vômitos, fadiga e cefaleia. O tratamento visa aliviar a dor e pode incluir anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) para inibir a síntese de prostaglandinas, e contraceptivos hormonais. Os contraceptivos hormonais, sejam combinados ou apenas progestágenos (como a medroxiprogesterona), atuam suprimindo a ovulação e induzindo atrofia endometrial, o que reduz a produção de prostaglandinas e, consequentemente, a intensidade da dor. A escolha do tratamento deve ser individualizada, considerando a eficácia, efeitos colaterais e o desejo da paciente por contracepção.
As opções de tratamento de primeira linha para dismenorreia primária incluem anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), que atuam inibindo a síntese de prostaglandinas, e contraceptivos hormonais (orais, injetáveis, adesivos, anéis vaginais), que suprimem a ovulação e reduzem a proliferação endometrial, diminuindo a produção de prostaglandinas.
A medroxiprogesterona, um progestágeno, atua no controle da dismenorreia principalmente através da supressão da ovulação e da indução de atrofia endometrial. Ao reduzir a proliferação do endométrio, diminui a produção de prostaglandinas, que são as principais mediadoras da dor e das contrações uterinas na dismenorreia primária.
Deve-se suspeitar de dismenorreia secundária quando a dor surge após anos de menstruações indolores, é progressiva, não responde ao tratamento convencional, ou está associada a outros sintomas como dispareunia, infertilidade ou sangramento uterino anormal. Exames como ultrassonografia pélvica, ressonância magnética e, em alguns casos, laparoscopia diagnóstica são indicados para investigar causas como endometriose, adenomiose ou miomas.
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