Dismenorreia Primária: Causas, Diagnóstico e Manejo

HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2023

Enunciado

Paciente com 15 anos vem com queixa de dor na menstruação, localizada em abdome inferior, tipo cólica. Ela não tem atividade sexual e não tem planos de iniciar. O exame físico não mostrou alterações. Sobre a dismenorreia e o caso apresentado.

Alternativas

  1. A) Dismenorreia primária está associada a ciclos ovulatórios e resulta de contrações miometriais.
  2. B) Para o diagnóstico de dismenorreia primária é fundamental solicitar exames complementares para diagnóstico diferencial.
  3. C) Anticoncepcionais orais combinados são as drogas de primeira escolha para o tratamento de dismenorreia secundária.
  4. D) O caso indica tipicamente sinais de adenomiose, sendo indicado análogos do GnRH.

Pérola Clínica

Dismenorreia primária = dor menstrual em ciclos ovulatórios, sem causa orgânica, mediada por prostaglandinas.

Resumo-Chave

A dismenorreia primária é comum em adolescentes, caracterizada por dor pélvica tipo cólica durante a menstruação, sem causa orgânica identificável. Está associada a ciclos ovulatórios e à produção excessiva de prostaglandinas, que causam contrações miometriais.

Contexto Educacional

A dismenorreia, ou dor menstrual, é uma queixa ginecológica extremamente comum, especialmente entre adolescentes e mulheres jovens. É classificada como primária quando não há patologia pélvica identificável e secundária quando há uma causa orgânica subjacente, como endometriose, adenomiose ou miomas. A dismenorreia primária geralmente se inicia 6 a 12 meses após a menarca, quando os ciclos ovulatórios se estabelecem. A fisiopatologia da dismenorreia primária está intrinsecamente ligada à produção excessiva de prostaglandinas (PGF2α e PGE2) no endométrio durante a fase lútea tardia e a menstruação. Essas prostaglandinas causam contrações miometriais uterinas intensas e prolongadas, resultando em isquemia e dor. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico normal, e de exclusão de causas secundárias, especialmente em adolescentes sem atividade sexual. O tratamento da dismenorreia primária visa aliviar a dor e melhorar a qualidade de vida. A primeira linha de tratamento inclui anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), que inibem a síntese de prostaglandinas. Para pacientes que não respondem aos AINEs ou que desejam contracepção, os anticoncepcionais hormonais combinados são altamente eficazes, pois suprimem a ovulação e reduzem a proliferação endometrial, diminuindo a produção de prostaglandinas.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre dismenorreia primária e secundária?

A dismenorreia primária ocorre na ausência de patologia pélvica identificável, geralmente em adolescentes com ciclos ovulatórios. A secundária é causada por uma condição subjacente, como endometriose ou adenomiose, e tende a surgir mais tarde na vida.

Qual o mecanismo fisiopatológico da dismenorreia primária?

A dismenorreia primária é mediada pela produção excessiva de prostaglandinas no endométrio durante a fase lútea tardia e menstruação. Essas prostaglandinas causam contrações miometriais intensas e isquemia uterina, resultando em dor.

Quais são as opções de tratamento de primeira linha para dismenorreia primária?

Os anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) são a primeira linha de tratamento, pois inibem a síntese de prostaglandinas. Anticoncepcionais hormonais combinados também são eficazes ao suprimir a ovulação e reduzir a proliferação endometrial.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo