ICEPI - Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação (ES) — Prova 2022
De acordo com DUNCAN et al., a avaliação inicial da adolescente com queixa de dismenorreia deve consistir em anamnese detalhada e exame físico geral, com atenção especial para palpação do abdome, a fim de evidenciar anormalidades, como massas abdominais. Em relação à dismenorreia na adolescência, analisar os itens abaixo: I. Em geral, a dismenorreia tem início 6 a 18 meses após a menarca, quando iniciam os ciclos menstruais ovulatórios. II. Na grande maioria das vezes, nenhuma condição patológica subjacente é diagnosticada; entretanto, a dismenorreia pode ser ocasionada por problemas pélvicos, como anormalidades anatômicas, endometriose, cistos ovarianos e doença inflamatória pélvica. III. Na dismenorreia primária, a dor caracteriza-se por ser intermitente e em cólica, geralmente iniciando com o fluxo menstrual ou logo após. Está(ão) CORRETO(S):
Dismenorreia em adolescentes: primária (cólicas com ciclos ovulatórios pós-menarca) ou secundária (anomalias, endometriose, DIP).
A dismenorreia primária é comum na adolescência, iniciando após o estabelecimento dos ciclos ovulatórios (6-18 meses pós-menarca), caracterizada por dor em cólica. A dismenorreia secundária, embora menos frequente nessa faixa etária, deve ser investigada para causas como endometriose, anomalias anatômicas ou doença inflamatória pélvica, que podem ter consequências a longo prazo.
A dismenorreia, ou dor menstrual, é uma queixa ginecológica extremamente comum na adolescência, impactando significativamente a qualidade de vida e o desempenho escolar. É fundamental que médicos e residentes saibam diferenciar a dismenorreia primária da secundária, pois as abordagens diagnósticas e terapêuticas são distintas. A dismenorreia primária é a forma mais prevalente, caracterizada por dor em cólica sem patologia pélvica identificável. Ela surge com o estabelecimento dos ciclos ovulatórios, geralmente 6 a 18 meses após a menarca, devido à produção de prostaglandinas que causam contrações uterinas. O tratamento inicial envolve anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e, se necessário, contraceptivos hormonais. A dismenorreia secundária, embora menos comum em adolescentes, é causada por uma condição patológica subjacente, como endometriose, anomalias anatômicas congênitas, cistos ovarianos ou doença inflamatória pélvica. A suspeita deve surgir em casos de dor atípica, que não responde ao tratamento convencional, ou associada a outros sintomas. A investigação inclui exame físico detalhado e exames de imagem, como ultrassonografia pélvica. O reconhecimento precoce da dismenorreia secundária é crucial para evitar progressão da doença e preservar a fertilidade.
A dismenorreia primária tipicamente se inicia de 6 a 18 meses após a menarca, período em que os ciclos menstruais se tornam ovulatórios e há produção de prostaglandinas, que causam as contrações uterinas dolorosas.
As causas de dismenorreia secundária em adolescentes incluem anormalidades anatômicas (ex: útero didelfo, septo vaginal), endometriose, cistos ovarianos, doença inflamatória pélvica e adenomiose.
A dor da dismenorreia primária é classicamente descrita como intermitente, em cólica, localizada na região suprapúbica e lombar, e geralmente começa com o fluxo menstrual ou logo antes, durando de 1 a 3 dias.
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