UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2020
Paciente com 25 anos vem à consulta com queixa de dor em baixo ventre associada à cefaleia, náuseas e dor lombar, e em membros inferiores há cerca de 24 horas, podendo estar associada com dismenorreia. Em relação a esse caso, assinale a alternativa INCORRETA.
Neurectomia pré-sacral NÃO é tratamento eficaz para dismenorreia; opções incluem AINEs, ACOs, DIU levonorgestrel.
A neurectomia pré-sacral, um procedimento cirúrgico para interromper as vias nervosas da dor pélvica, não demonstrou eficácia superior ao placebo ou a outros tratamentos para dismenorreia e, devido aos riscos, não é recomendada.
A dismenorreia, caracterizada por dor pélvica durante a menstruação, é uma queixa ginecológica comum que pode impactar significativamente a qualidade de vida. Pode ser primária (sem causa orgânica identificável) ou secundária (associada a condições como endometriose, adenomiose ou miomas). O manejo inicial geralmente envolve anti-inflamatórios não hormonais (AINEs) e anticoncepcionais orais combinados (ACOs), que atuam reduzindo a produção de prostaglandinas e suprimindo a ovulação, respectivamente. Para casos refratários ou associados a endometriose, o sistema intrauterino de levonorgestrel (DIU hormonal) é uma excelente opção, pois libera progestágeno localmente, reduzindo o sangramento e a dor. Cerca de 10-20% dos casos podem não responder a essas terapias, exigindo investigação adicional para causas secundárias e outras abordagens. Os análogos do GnRH (agonistas ou antagonistas) são eficazes na supressão ovariana e alívio da dor, mas seu uso é limitado na prática a longo prazo devido aos efeitos colaterais de hipoestrogenismo intenso (sintomas menopausais, perda de massa óssea), sendo geralmente reservados para uso de curto prazo ou em esquemas 'add-back'. A neurectomia pré-sacral, um procedimento cirúrgico que visa interromper as vias nervosas da dor pélvica, não demonstrou eficácia superior ao placebo em estudos controlados e está associada a riscos cirúrgicos, não sendo uma conduta recomendada para o tratamento da dismenorreia.
As opções de primeira linha incluem anti-inflamatórios não hormonais (AINEs) para reduzir a produção de prostaglandinas e anticoncepcionais orais combinados (ACOs) para suprimir a ovulação e diminuir a dor.
Sim, o sistema intrauterino de levonorgestrel é uma excelente opção para dismenorreia, especialmente em casos associados à endometriose, pois libera progestágeno localmente, reduzindo o sangramento e a dor.
A neurectomia pré-sacral não demonstrou eficácia superior ao placebo em estudos controlados e está associada a riscos cirúrgicos, como sangramento e alterações na função intestinal e vesical, não sendo uma conduta recomendada.
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