UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2020
A dismenorreia é uma desordem que afeta a mulher na menacme, interferindo na qualidade de vida e nas atividades habituais. A dismenorreia, então.
Dismenorreia: primária (sem doença pélvica) ou secundária (com doença de base).
A dismenorreia é a dor pélvica cíclica associada à menstruação. É classificada como primária quando não há doença pélvica subjacente (causada por prostaglandinas) e secundária quando há uma doença de base, como endometriose ou miomas.
A dismenorreia, ou dor menstrual, é uma das queixas ginecológicas mais comuns, afetando uma parcela significativa das mulheres em idade reprodutiva (menacme) e impactando negativamente sua qualidade de vida e atividades diárias. É caracterizada por dor tipo cólica no baixo ventre, que pode irradiar para as costas e coxas, e frequentemente é acompanhada por outros sintomas como náuseas, vômitos, fadiga e cefaleia. A dismenorreia é classicamente dividida em dois tipos: primária e secundária. A dismenorreia primária ocorre na ausência de qualquer patologia pélvica identificável e é atribuída principalmente à produção excessiva de prostaglandinas no endométrio, que causam contrações uterinas e isquemia. Geralmente, inicia-se na adolescência, 6 a 12 meses após a menarca. A dismenorreia secundária, por sua vez, é causada por uma doença pélvica subjacente, como endometriose, adenomiose, miomas uterinos, doença inflamatória pélvica ou estenose cervical. Tende a surgir mais tarde na vida, após os 20-30 anos, e a dor pode ser mais persistente ou atípica em relação ao ciclo menstrual. O tratamento varia conforme o tipo e a causa, incluindo anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e contraceptivos hormonais para a primária, e tratamento da doença de base para a secundária.
A dismenorreia primária não tem uma causa orgânica pélvica identificável e é atribuída à produção excessiva de prostaglandinas. A secundária é causada por uma doença pélvica subjacente, como endometriose, miomas ou adenomiose.
Os principais sintomas incluem dor tipo cólica no hipogástrio, que pode irradiar para as costas e coxas, náuseas, vômitos, diarreia, fadiga e cefaleia, geralmente começando pouco antes ou no início da menstruação.
Os contraceptivos hormonais (orais, injetáveis, DIU) suprimem a ovulação e reduzem a proliferação endometrial, diminuindo a produção de prostaglandinas e, consequentemente, a intensidade da dor menstrual.
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