HOA - Hospital Oftalmológico do Acre - Rio Branco — Prova 2020
Sobre dislipidemias, assinale a alternativa correta.
Dieta para hipercolesterolemia: 60% carboidratos, 15% proteínas, 25% lipídios (<7% saturada), priorizando fibras solúveis e gorduras insaturadas.
O tratamento dietético da hipercolesterolemia visa reduzir o colesterol LDL e triglicerídeos. As recomendações incluem uma dieta rica em carboidratos complexos (60%), proteínas (15%) e lipídios (25%), com ênfase na restrição de gorduras saturadas (<7% do total calórico) e gorduras trans, e aumento de fibras solúveis.
As dislipidemias representam um importante fator de risco modificável para doenças cardiovasculares, como aterosclerose, infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral. O tratamento envolve mudanças no estilo de vida, com a dieta desempenhando um papel central. As recomendações dietéticas visam otimizar o perfil lipídico, reduzindo o colesterol LDL e os triglicerídeos, e aumentando o colesterol HDL. A composição ideal da dieta para hipercolesterolemia geralmente preconiza uma distribuição calórica com aproximadamente 60% de carboidratos (preferencialmente complexos e ricos em fibras), 15% de proteínas e 25% de lipídios. Dentro do componente lipídico, a restrição de gorduras saturadas é crucial, não devendo ultrapassar 7% do total calórico diário, e as gorduras trans devem ser minimizadas ou eliminadas. O foco deve ser em gorduras insaturadas (mono e poli-insaturadas). Alimentos como frutas, hortaliças, óleos vegetais (azeite, girassol, canola), sementes, castanhas e cereais integrais são fundamentais. O farelo de aveia, em particular, é uma excelente fonte de fibras solúveis (beta-glucanas), que comprovadamente auxiliam na redução do colesterol LDL. É importante diferenciar fibras solúveis de insolúveis, pois as solúveis têm maior impacto na redução do colesterol. Uma dieta hipossódica é importante para o controle da pressão arterial, mas a porcentagem de lipídios não deve ser tão restritiva quanto 20%, e a ingestão de fibras, embora importante, não atinge 80g diárias para efeito terapêutico.
Para o tratamento da hipercolesterolemia, a dieta geralmente recomenda cerca de 60% das calorias provenientes de carboidratos complexos, 15% de proteínas e 25% de lipídios, com a gordura saturada não ultrapassando 7% do total calórico.
As fibras, especialmente as solúveis (presentes em aveia, leguminosas, frutas), são cruciais. Elas formam um gel no intestino que se liga aos ácidos biliares, impedindo sua reabsorção e aumentando a excreção de colesterol, contribuindo para a redução do LDL.
Devem ser priorizados frutas, hortaliças, cereais integrais, leguminosas, óleos vegetais insaturados (azeite, girassol), peixes ricos em ômega-3. Devem ser evitados alimentos ricos em gorduras saturadas (carnes gordas, laticínios integrais, frituras) e gorduras trans.
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