SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2015
No item a seguir, é apresentado um caso clínico a respeito de doenças cardiovasculares na infância e na adolescência, seguido de uma assertiva a ser julgada. O perfil lipídico de uma criança de sete anos de idade mostrou, pela segunda vez, o seguinte resultado: colesterol total = 250 mg/dL; LDL-colesterol = 140 mg/dL; HDL- colesterol = 20 mg/dL e triglicerídeos = 200 mg/dL. Nesse caso, o médico deve, inicialmente, recomendar tratamento dietético, com ingestão diária em relação ao valor calórico requerido para esse paciente de 8% de gordura saturada, 10% de gordura poli- insaturada, 10% de gordura monossaturada, 2% de gordura trans, 50% de carboidratos e 20% de proteínas.
Dislipidemia infantil grave → tratamento dietético rigoroso com ↓ gordura saturada e trans.
O caso apresenta uma dislipidemia grave em criança de 7 anos, com colesterol total e LDL-colesterol muito elevados, além de HDL baixo e triglicerídeos altos. As diretrizes recomendam, inicialmente, tratamento dietético intensivo, com restrição de gorduras saturadas (<7-10%) e eliminação de gorduras trans, como a proposta na questão.
A dislipidemia na infância é uma condição de crescente preocupação, dada sua associação com o desenvolvimento precoce de aterosclerose e doenças cardiovasculares na vida adulta. O diagnóstico precoce e a intervenção são cruciais, especialmente em crianças com história familiar de doença cardiovascular prematura ou com níveis lipídicos significativamente alterados, como no caso apresentado. O manejo inicial da dislipidemia pediátrica é fundamentalmente baseado em mudanças no estilo de vida, com ênfase na terapia nutricional. As diretrizes recomendam uma dieta com restrição rigorosa de gorduras saturadas (geralmente <7-10% do valor calórico total) e a eliminação de gorduras trans, além de um aumento na ingestão de fibras e gorduras mono e poli-insaturadas. A atividade física regular também é um componente essencial do tratamento. A adesão a essas recomendações dietéticas e de estilo de vida pode levar a melhorias significativas no perfil lipídico e é a primeira linha de tratamento. A terapia farmacológica, como o uso de estatinas, é reservada para casos de dislipidemia grave e persistente que não respondem às intervenções não farmacológicas, e geralmente é iniciada em crianças mais velhas, após avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios.
Os critérios variam, mas geralmente consideram colesterol total > 170-200 mg/dL, LDL-colesterol > 110-130 mg/dL, HDL-colesterol < 35-40 mg/dL e triglicerídeos > 100-150 mg/dL, dependendo da idade e fatores de risco.
A abordagem inicial é sempre o tratamento dietético e mudanças no estilo de vida, com foco na redução de gorduras saturadas e trans, aumento de fibras e atividade física. A terapia medicamentosa é reservada para casos graves e persistentes.
O tratamento medicamentoso (estatinas) é geralmente considerado para crianças > 8-10 anos com dislipidemia grave e persistente (ex: LDL > 190 mg/dL ou > 160 mg/dL com história familiar/fatores de risco) após falha da terapia dietética.
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