UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2022
Leia o caso clínico a seguir. Paciente masculino, de 54 anos, com antecedente de DM2 há cinco anos, hipertenso e com obesidade visceral (CA = 106 cm). Comparece em consulta médica, após seis meses da última avaliação, na qual foi evidenciada nefropatia diabética no estágio G2A2. Está em uso de: Metformina 2 g/d, Dapaglifozina 10 mg/d e Losartana 100 mg/d. Traz o resultado do seguinte perfil lipídico: CT: 242 mg/dL, HDL: 51 mg/dL, LDL: 158 mg/dL, VLDL: 33 mg/dL, TG: 180 mg/ dL.De acordo com o consenso da Sociedade Brasileira de Diabetes, qual a opção terapêutica mais indicada para esse paciente no presente momento?
DM2 + nefropatia + LDL alto → estatina de alta intensidade (Rosuvastatina 20mg).
Pacientes com DM2 e nefropatia diabética (G2A2) são considerados de muito alto risco cardiovascular. Nesses casos, a meta de LDL-C é rigorosa (< 50 ou < 70 mg/dL, dependendo da diretriz), exigindo o uso de estatinas de alta intensidade, como a Rosuvastatina 20 mg, para atingir o controle lipídico.
O manejo da dislipidemia em pacientes com Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2) é um pilar fundamental na prevenção de eventos cardiovasculares, que são a principal causa de morbimortalidade nessa população. Pacientes com DM2 e nefropatia diabética são classificados como de muito alto risco cardiovascular, exigindo uma abordagem terapêutica agressiva para o controle do perfil lipídico. A fisiopatologia da dislipidemia diabética envolve um perfil aterogênico, caracterizado por LDL-C elevado, HDL-C baixo e triglicerídeos aumentados. A presença de nefropatia diabética agrava esse risco. As diretrizes atuais, como as da Sociedade Brasileira de Diabetes, recomendam metas de LDL-C muito baixas para esses pacientes, geralmente abaixo de 50 ou 70 mg/dL, dependendo da estratificação de risco individual. O tratamento de escolha para atingir essas metas é o uso de estatinas de alta intensidade, como a Rosuvastatina (20-40 mg) ou Atorvastatina (40-80 mg). Essas drogas são capazes de reduzir o LDL-C em mais de 50%, sendo essenciais para a prevenção primária e secundária de eventos cardiovasculares. A escolha da estatina e da dose deve ser individualizada, considerando o perfil de risco do paciente e a tolerância à medicação.
Para pacientes com DM2 e nefropatia, que são considerados de muito alto risco cardiovascular, a meta de LDL-C é geralmente < 50 ou < 70 mg/dL, dependendo da diretriz e da presença de outros fatores de risco.
A Rosuvastatina em dose de 20 mg é uma estatina de alta intensidade, capaz de reduzir o LDL-C em mais de 50%, enquanto a Sinvastatina 20 mg é de intensidade moderada, sendo insuficiente para atingir as metas em pacientes de muito alto risco.
O Fenofibrato seria considerado se o paciente apresentasse hipertrigliceridemia grave (TG > 500 mg/dL) ou persistente, mesmo após otimização da estatina e controle glicêmico, para reduzir o risco de pancreatite e complementar o tratamento do LDL-C.
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