PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2026
De acordo com a Diretriz Brasileira de Dislipidemia e Prevenção da Aterosclerose (2025), qual das alternativas abaixo está CORRETA em relação ao manejo da dislipidemia?
Risco Cardiovascular Muito Alto → Meta LDL < 50 mg/dL e redução ≥ 50% do valor basal.
A nova diretriz reforça metas rigorosas de LDL para pacientes de muito alto risco, visando a máxima redução de eventos ateroscleróticos.
A Diretriz Brasileira de Dislipidemia e Prevenção da Aterosclerose (2025) enfatiza o conceito de 'quanto menor o LDL, melhor' para a prevenção de eventos coronarianos e cerebrovasculares. A meta de < 50 mg/dL para o risco muito alto alinha a prática brasileira às diretrizes internacionais (ESC/EAS), baseando-se em evidências de ensaios clínicos que demonstraram benefício incremental com níveis extremamente baixos de colesterol. O manejo envolve não apenas o uso de estatinas de alta potência (Atorvastatina 40-80mg ou Rosuvastatina 20-40mg), mas também a associação precoce com Ezetimiba e, se necessário, inibidores da PCSK9. A avaliação do risco deve ser dinâmica, e o tratamento medicamentoso deve ser acompanhado de mudanças rigorosas no estilo de vida, independentemente do início da farmacoterapia.
De acordo com as atualizações mais recentes (Diretriz 2025), pacientes classificados como de risco cardiovascular muito alto devem atingir uma meta de LDL-colesterol < 50 mg/dL. Além disso, recomenda-se uma redução de pelo menos 50% em relação ao valor basal de LDL do paciente.
A estratificação baseia-se na presença de doença aterosclerótica manifesta (risco muito alto), diabetes mellitus, doença renal crônica ou através do Escore de Risco de Framingham ou Escore de Risco de Hartvigsen, considerando fatores como idade, pressão arterial, tabagismo e níveis de colesterol.
Não, as estatinas não são contraindicadas na insuficiência renal crônica. Pelo contrário, pacientes com DRC estágio 3 ou superior são frequentemente classificados como de alto ou muito alto risco cardiovascular e se beneficiam do uso de estatinas, embora ajustes de dose possam ser necessários dependendo da droga escolhida (ex: atorvastatina não requer ajuste renal).
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