HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2024
Uma criança de 11 anos é submetida a laparotomia exploradora após a ressonância do abdome evidenciar uma massa pélvica volumosa, sólida, de provável origem ovariana, do lado esquerdo A biópsia por congelamento diagnosticou disgerminoma. Qual a melhor conduta?
Disgerminoma (tumor germinativo ovariano): anexectomia unilateral + linfadenectomia para estadiamento e preservação da fertilidade.
O disgerminoma é um tumor de células germinativas ovariano comum em crianças e adolescentes. A conduta cirúrgica inicial visa a preservação da fertilidade, com anexectomia unilateral, mas a linfadenectomia pélvica e para-aórtica é essencial para o estadiamento, devido à alta propensão de disseminação linfática.
O disgerminoma é um tumor maligno de células germinativas do ovário, que se destaca por sua alta sensibilidade à quimioterapia e radioterapia, e por sua ocorrência predominante em adolescentes e mulheres jovens. A apresentação clínica pode variar desde uma massa pélvica assintomática até dor abdominal aguda devido à torção ou ruptura. O diagnóstico inicial é frequentemente feito por exames de imagem, como ultrassonografia e ressonância magnética, e confirmado por biópsia. O manejo do disgerminoma é predominantemente cirúrgico, com o objetivo de remover o tumor e realizar o estadiamento completo da doença. Para pacientes em estágio inicial (IA) que desejam preservar a fertilidade, a conduta padrão é a anexectomia unilateral (salpingo-ooforectomia) do ovário afetado. No entanto, devido à alta taxa de disseminação linfática, a linfadenectomia pélvica e para-aórtica é um componente essencial do estadiamento cirúrgico, mesmo em casos de doença aparentemente localizada. Após a cirurgia, a decisão sobre a terapia adjuvante (quimioterapia ou radioterapia) é baseada no estadiamento patológico. Disgerminomas são altamente responsivos à quimioterapia à base de platina, o que permite altas taxas de cura e, em muitos casos, a preservação da fertilidade. O acompanhamento rigoroso é fundamental para monitorar a recorrência, que pode ser detectada por marcadores tumorais como a desidrogenase láctica (LDH).
O disgerminoma é o tumor de células germinativas ovariano mais comum, representando cerca de 1-2% de todos os tumores ovarianos e 30-40% dos tumores de células germinativas. É mais frequente em adolescentes e mulheres jovens, sendo geralmente unilateral.
A linfadenectomia pélvica e para-aórtica é crucial no manejo do disgerminoma, pois este tumor tem uma alta propensão para disseminação linfática. A avaliação dos linfonodos é essencial para o estadiamento preciso da doença e para guiar a necessidade de terapia adjuvante.
Sim, a preservação da fertilidade é um objetivo importante no tratamento do disgerminoma, especialmente em pacientes jovens com doença em estágio inicial (IA). A anexectomia unilateral (salpingo-ooforectomia) é a cirurgia padrão, permitindo que a paciente mantenha a capacidade reprodutiva.
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