Disgerminoma Ovariano: Diagnóstico com DHL e BhCG

Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2025

Enunciado

Uma adolescente de 15 anos é avaliada devido a dor abdominal intermitente e aumento do volume abdominal há dois meses. O exame clínico revela uma massa pélvica palpável. Durante a investigação, são identificados níveis elevados de desidrogenase lática (DHL) e gonadotrofina coriônica humana (BhCG). Com base no caso clínico e nas informações sobre tumores anexiais, qual das alternativas abaixo representa a hipótese diagnóstica mais provável?

Alternativas

  1. A) Teratoma maduro unilateral, associado a niveis elevados de BhCG e DHL.
  2. B) Disgerminoma, tumor de células germinativas maligno, associado a elevação de BhCG e DHL.
  3. C) Tumor de células da granulosa juvenil, associado à produção de estradiol e puberdade precoce.
  4. D) Cistoadenoma mucinoso benigno, tumor epitelial mais comum em adolescentes.

Pérola Clínica

Massa anexial em jovem + ↑ DHL + ↑ BhCG → Disgerminoma, o análogo do seminoma testicular.

Resumo-Chave

Disgerminomas são os tumores malignos de células germinativas mais comuns em mulheres jovens. A elevação da desidrogenase lática (DHL) reflete a alta atividade mitótica e necrose tumoral, enquanto a gonadotrofina coriônica humana (BhCG) pode ser produzida por células sinciciotrofoblásticas presentes no tumor.

Contexto Educacional

Os tumores ovarianos em adolescentes e mulheres jovens são predominantemente de origem germinativa, em contraste com os tumores epiteliais mais comuns em mulheres mais velhas. O diagnóstico diferencial de uma massa anexial nessa faixa etária requer uma abordagem cuidadosa, incluindo exames de imagem e, crucialmente, a dosagem de marcadores tumorais séricos. O disgerminoma é o tumor maligno de células germinativas mais frequente, sendo o análogo ovariano do seminoma testicular. Caracteriza-se por um crescimento rápido, o que explica a elevação da desidrogenase lática (DHL), um marcador inespecífico de alta atividade celular e necrose. Em uma pequena porcentagem dos casos, os disgerminomas podem conter células sinciciotrofoblásticas, que são responsáveis pela produção de gonadotrofina coriônica humana (BhCG). A alfa-fetoproteína (AFP) tipicamente não se eleva em disgerminomas puros. A combinação de uma massa pélvica sólida em uma paciente jovem com elevação de DHL e/ou BhCG é altamente sugestiva de disgerminoma. Outros tumores de células germinativas têm perfis de marcadores distintos: o tumor do seio endodérmico eleva a AFP, e o coriocarcinoma eleva acentuadamente o BhCG. O manejo envolve cirurgia para estadiamento e, dependendo do estágio, quimioterapia, com prognóstico geralmente favorável devido à alta quimiossensibilidade do tumor.

Perguntas Frequentes

Quais marcadores tumorais são essenciais na investigação de uma massa anexial em uma paciente jovem?

Em pacientes jovens, a suspeita recai sobre tumores de células germinativas. Os marcadores essenciais são a Alfa-fetoproteína (AFP), a Gonadotrofina coriônica humana (BhCG) e a Desidrogenase lática (DHL), que ajudam a diferenciar os subtipos histológicos.

Por que o disgerminoma eleva os níveis de DHL e, por vezes, de BhCG?

A DHL é um marcador de proliferação celular e lise tumoral, sendo elevada em tumores de crescimento rápido como o disgerminoma. O BhCG é produzido quando o tumor contém células gigantes sinciciotrofoblásticas, o que ocorre em cerca de 5-10% dos casos.

Como diferenciar um disgerminoma de um teratoma maduro (cisto dermoide)?

O teratoma maduro é o tumor de células germinativas mais comum, geralmente benigno, e não costuma elevar marcadores como DHL ou BhCG. Radiologicamente, pode apresentar calcificações (dentes) e gordura. O disgerminoma é um tumor sólido, maligno e caracteristicamente associado à elevação desses marcadores.

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