UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2024
Entre os tumores malignos de células germinativas de ovário, qual é o mais comum em crianças e adolescentes?
Tumor maligno de células germinativas de ovário mais comum em crianças/adolescentes = Disgerminoma.
O disgerminoma é o tumor maligno de células germinativas ovarianas mais frequente em crianças e adolescentes, sendo quimiossensível e radiossensível, com bom prognóstico quando diagnosticado e tratado precocemente.
Os tumores ovarianos em crianças e adolescentes são relativamente raros, mas quando ocorrem, os tumores de células germinativas representam a maioria dos casos, sendo crucial o diagnóstico e manejo adequados. A apresentação clínica pode variar desde massas abdominais assintomáticas até dor aguda por torção ovariana ou ruptura. A idade da paciente é um fator importante na determinação do tipo histológico mais provável. Entre os tumores malignos de células germinativas do ovário, o disgerminoma é o mais comum em crianças e adolescentes, correspondendo a aproximadamente 1-2% de todos os tumores ovarianos e cerca de 30-40% dos tumores malignos de células germinativas. Ele é equivalente ao seminoma testicular masculino e geralmente ocorre em pacientes jovens, com pico de incidência na segunda e terceira décadas de vida. O disgerminoma é caracterizado por ser um tumor sólido, geralmente unilateral, e pode ser associado a disgenesias gonadais. É um tumor altamente quimiossensível e radiossensível, o que contribui para um bom prognóstico, mesmo em estágios avançados. O tratamento primário é cirúrgico, com preservação da fertilidade sendo uma consideração importante em pacientes jovens, seguida de quimioterapia adjuvante para estágios mais avançados ou doença residual. O acompanhamento com marcadores tumorais, como LDH, é útil.
O disgerminoma é composto por células grandes, redondas ou poligonais, com citoplasma claro e núcleos proeminentes, arranjadas em ninhos ou cordões, separados por septos fibrosos infiltrados por linfócitos.
Embora o disgerminoma puro não produza marcadores tumorais específicos em todos os casos, pode haver elevação de lactato desidrogenase (LDH) e, em tumores mistos, beta-hCG ou alfa-fetoproteína.
O disgerminoma tem um bom prognóstico, especialmente em estágios iniciais, devido à sua alta sensibilidade à quimioterapia e radioterapia. O tratamento geralmente envolve cirurgia conservadora seguida de quimioterapia adjuvante, se necessário.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo