Disgenesia Gonadal: Diagnóstico na Amenorreia Primária

UOPCCAN - União Oeste Paranaense de Combate ao Câncer (PR) — Prova 2021

Enunciado

Adolescente de 17 anos de idade refere nunca ter menstruado. Exame físico: estadiamento puberal pelos critérios de Tanner: M(mamas) 1 e P(pelos) 1. Peso= 41kg, Altura= 145cm (< percentil 5). Apresenta níveis elevados de FSH (hormônio folículo-estimulante). Qual o diagnóstico mais provável?

Alternativas

  1. A) Amenorréia hipotalâmica.
  2. B) Disgenesia gonadal.
  3. C) Síndrome de insensibilidade androgênica.
  4. D) Agenesia dos ductos de Müller.
  5. E) Deficiência de 5-alfa redutase.

Pérola Clínica

Amenorreia primária + Tanner M1P1 + FSH ↑ → Disgenesia gonadal (falência ovariana).

Resumo-Chave

A amenorreia primária com FSH elevado e ausência de desenvolvimento puberal (Tanner M1P1) indica falência ovariana primária. A disgenesia gonadal é a causa mais comum, onde as gônadas não se desenvolvem adequadamente, resultando em ausência de estrogênio para o desenvolvimento mamário e níveis elevados de FSH devido à falta de feedback negativo.

Contexto Educacional

A amenorreia primária é definida como a ausência de menstruação até os 13 anos sem desenvolvimento de caracteres sexuais secundários, ou até os 15 anos com desenvolvimento. A disgenesia gonadal é uma das principais causas de amenorreia primária com hipogonadismo hipergonadotrófico, caracterizada pela falha no desenvolvimento gonadal. É fundamental para o residente reconhecer os sinais e sintomas para um diagnóstico precoce e manejo adequado. A fisiopatologia envolve a ausência ou disfunção das gônadas, que não produzem hormônios sexuais (estrogênio e progesterona). Isso leva à falta de desenvolvimento puberal (mamas e pelos) e à elevação compensatória do FSH e LH pela hipófise, devido à ausência de feedback negativo. O diagnóstico é baseado na clínica, dosagens hormonais (FSH elevado) e cariótipo para identificar anomalias cromossômicas como a Síndrome de Turner (45,X). O tratamento da disgenesia gonadal envolve terapia de reposição hormonal para induzir o desenvolvimento puberal e prevenir complicações a longo prazo, como osteoporose. O aconselhamento genético é essencial, especialmente se houver presença de cromossomo Y, devido ao risco de gonadoblastoma, que exige gonadectomia profilática.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos da disgenesia gonadal em adolescentes?

A disgenesia gonadal manifesta-se por amenorreia primária, ausência de desenvolvimento de caracteres sexuais secundários (Tanner M1P1) e, frequentemente, baixa estatura.

Qual o papel do FSH no diagnóstico da disgenesia gonadal?

Níveis elevados de FSH são cruciais, indicando falência ovariana primária, pois não há gônadas funcionantes para produzir estrogênio e inibir o FSH por feedback negativo.

Como diferenciar disgenesia gonadal de amenorreia hipotalâmica?

A principal diferença é o nível de FSH: elevado na disgenesia gonadal (hipogonadismo hipergonadotrófico) e baixo ou normal na amenorreia hipotalâmica (hipogonadismo hipogonadotrófico).

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