Disgenesia Gonadal: Causa de Hipogonadismo Hipergonadotrófico

FESF-SUS - Fundação Estatal Saúde da Família (BA) — Prova 2021

Enunciado

O bom funcionamento do aparelho reprodutivo feminino exige uma atuação normal do eixo hipotálamo-hipófise-ovariano. Considerando as anormalidades clínicas desse eixo, é correto afirmar que

Alternativas

  1. A) a disgenesia gonadal é a causa mais frequente de hipogonadismo hipergonadotrófico precoce.
  2. B) a Síndrome de Kallmann é um distúrbio congênito caracterizado por anosmia e hipogonadismo hipergonadotrófico.
  3. C) a Síndrome de Sheehan, condição que gera hipopituitarismo, acontece pela hipóxia avascular da hipófise, secundária a uma encefalite infecciosa.
  4. D) a Síndrome de Asherman, condição que leva á amenorréia secundária, é uma síndrome relacionada ao hipogonadismo hipogonadotrófico.
  5. E) o hipogonadismo hipergonadotrófico ocorre por supressão do GnRH em situações de estresse, emagrecimento importante e excesso de atividade física.

Pérola Clínica

Disgenesia gonadal = causa mais comum de hipogonadismo hipergonadotrófico precoce.

Resumo-Chave

O hipogonadismo hipergonadotrófico primário ocorre por falha ovariana, resultando em baixos níveis de estrogênio e feedback negativo reduzido, elevando FSH e LH. A disgenesia gonadal é a principal causa congênita dessa condição.

Contexto Educacional

O eixo hipotálamo-hipófise-ovariano é crucial para a função reprodutiva feminina, e suas disfunções levam a diversas patologias. O hipogonadismo hipergonadotrófico é caracterizado pela falha primária das gônadas em produzir hormônios sexuais, resultando em níveis elevados de gonadotrofinas (FSH e LH) devido à ausência de feedback negativo. A disgenesia gonadal, uma condição congênita onde as gônadas não se desenvolvem adequadamente, é a causa mais comum de hipogonadismo hipergonadotrófico precoce, sendo a Síndrome de Turner (45,XO) o exemplo mais conhecido. O diagnóstico de hipogonadismo hipergonadotrófico envolve a avaliação clínica de amenorreia primária ou secundária, ausência de desenvolvimento puberal e dosagens hormonais de FSH, LH e estrogênio. Níveis elevados de FSH e LH com estrogênio baixo confirmam a falha ovariana primária. A investigação etiológica pode incluir cariótipo para identificar disgenesias gonadais, como a Síndrome de Turner, ou outras anomalias cromossômicas. O tratamento visa a reposição hormonal para induzir o desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários, prevenir a osteoporose e melhorar a qualidade de vida. É fundamental o acompanhamento multidisciplinar, incluindo endocrinologistas, ginecologistas e geneticistas, para abordar as diversas manifestações e complicações associadas, como problemas cardíacos e renais na Síndrome de Turner.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos da disgenesia gonadal?

A disgenesia gonadal manifesta-se com amenorreia primária, ausência de desenvolvimento de caracteres sexuais secundários e, em alguns casos, baixa estatura, como na Síndrome de Turner.

Como é feito o diagnóstico de hipogonadismo hipergonadotrófico?

O diagnóstico é estabelecido pela dosagem de hormônios, revelando níveis baixos de estrogênio (ou testosterona em homens) e níveis elevados de FSH e LH, indicando falha gonadal primária.

Qual a diferença entre hipogonadismo hipergonadotrófico e hipogonadotrófico?

No hipergonadotrófico, a falha é primária nas gônadas, com FSH/LH elevados. No hipogonadotrófico, a falha é central (hipotálamo/hipófise), com FSH/LH baixos ou normais-baixos.

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