FESF-SUS - Fundação Estatal Saúde da Família (BA) — Prova 2021
O bom funcionamento do aparelho reprodutivo feminino exige uma atuação normal do eixo hipotálamo-hipófise-ovariano. Considerando as anormalidades clínicas desse eixo, é correto afirmar que
Disgenesia gonadal = causa mais comum de hipogonadismo hipergonadotrófico precoce.
O hipogonadismo hipergonadotrófico primário ocorre por falha ovariana, resultando em baixos níveis de estrogênio e feedback negativo reduzido, elevando FSH e LH. A disgenesia gonadal é a principal causa congênita dessa condição.
O eixo hipotálamo-hipófise-ovariano é crucial para a função reprodutiva feminina, e suas disfunções levam a diversas patologias. O hipogonadismo hipergonadotrófico é caracterizado pela falha primária das gônadas em produzir hormônios sexuais, resultando em níveis elevados de gonadotrofinas (FSH e LH) devido à ausência de feedback negativo. A disgenesia gonadal, uma condição congênita onde as gônadas não se desenvolvem adequadamente, é a causa mais comum de hipogonadismo hipergonadotrófico precoce, sendo a Síndrome de Turner (45,XO) o exemplo mais conhecido. O diagnóstico de hipogonadismo hipergonadotrófico envolve a avaliação clínica de amenorreia primária ou secundária, ausência de desenvolvimento puberal e dosagens hormonais de FSH, LH e estrogênio. Níveis elevados de FSH e LH com estrogênio baixo confirmam a falha ovariana primária. A investigação etiológica pode incluir cariótipo para identificar disgenesias gonadais, como a Síndrome de Turner, ou outras anomalias cromossômicas. O tratamento visa a reposição hormonal para induzir o desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários, prevenir a osteoporose e melhorar a qualidade de vida. É fundamental o acompanhamento multidisciplinar, incluindo endocrinologistas, ginecologistas e geneticistas, para abordar as diversas manifestações e complicações associadas, como problemas cardíacos e renais na Síndrome de Turner.
A disgenesia gonadal manifesta-se com amenorreia primária, ausência de desenvolvimento de caracteres sexuais secundários e, em alguns casos, baixa estatura, como na Síndrome de Turner.
O diagnóstico é estabelecido pela dosagem de hormônios, revelando níveis baixos de estrogênio (ou testosterona em homens) e níveis elevados de FSH e LH, indicando falha gonadal primária.
No hipergonadotrófico, a falha é primária nas gônadas, com FSH/LH elevados. No hipogonadotrófico, a falha é central (hipotálamo/hipófise), com FSH/LH baixos ou normais-baixos.
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