Disfunção Uterina: Medidas NÃO Indicadas no Trabalho de Parto

Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2020

Enunciado

Uma gestante encontra-se em trabalho de parto que não está tendo uma evolução satisfatória devido à incoordenação da atividade uterina. Nesta situação, a medida NÃO indicada é:

Alternativas

  1. A) Ocitocina venosa.
  2. B) Analgesia peridural.
  3. C) Tocolíticos.
  4. D) Amniotomia.

Pérola Clínica

Incoordenação uterina → Estimular contrações. Tocolíticos INIBEM contrações, sendo contraindicados.

Resumo-Chave

Em casos de incoordenação da atividade uterina que resulta em trabalho de parto disfuncional, o objetivo é otimizar as contrações. Tocolíticos, como beta-agonistas ou bloqueadores de canais de cálcio, são usados para inibir o trabalho de parto prematuro ou para relaxamento uterino em situações específicas, não para estimular um trabalho de parto que não evolui.

Contexto Educacional

O trabalho de parto disfuncional, incluindo a incoordenação da atividade uterina, é uma das principais causas de distocia e pode levar a um parto prolongado ou à necessidade de intervenção. A compreensão da fisiologia das contrações uterinas e das intervenções farmacológicas e não farmacológicas é crucial para o manejo adequado. A identificação precoce da disfunção permite a implementação de medidas corretivas, visando um desfecho materno-fetal favorável. A incoordenação uterina é caracterizada por um padrão de contrações ineficazes, que não resultam em progressão cervical ou descida fetal. O diagnóstico é clínico, baseado na avaliação da dinâmica uterina e do progresso do trabalho de parto. Antes de qualquer intervenção, é fundamental excluir outras causas de distocia, como desproporção cefalopélvica ou má apresentação fetal. A monitorização contínua da mãe e do feto é essencial para garantir a segurança durante o manejo. O tratamento da incoordenação uterina geralmente envolve a otimização das contrações. Medidas como a ocitocina venosa, que aumenta a contratilidade uterina, e a amniotomia, que pode liberar prostaglandinas e intensificar as contrações, são comumente empregadas. A analgesia peridural, ao aliviar a dor e promover o relaxamento materno, também pode, em alguns casos, melhorar a coordenação uterina. Por outro lado, os tocolíticos, que têm como função inibir as contrações, são contraindicados nesta situação, pois agravariam a disfunção e prolongariam o trabalho de parto. O prognóstico depende da resposta às intervenções e da ausência de outras complicações.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais de incoordenação da atividade uterina no trabalho de parto?

Os sinais incluem contrações uterinas irregulares em frequência, intensidade e duração, que não promovem a dilatação cervical ou a descida fetal esperada. Pode haver dor desproporcional à efetividade das contrações.

Por que a ocitocina venosa é uma medida indicada para a incoordenação uterina?

A ocitocina venosa é utilizada para aumentar a frequência e a intensidade das contrações uterinas, melhorando a coordenação e a progressão do trabalho de parto quando há hipoatividade ou incoordenação, desde que não haja contraindicações obstétricas.

Em que situações os tocolíticos seriam indicados na obstetrícia?

Tocolíticos são indicados principalmente para inibir o trabalho de parto prematuro, permitindo a administração de corticoides para maturação pulmonar fetal ou o transporte da gestante para um centro de referência. Também podem ser usados em casos de hiperestimulação uterina ou para relaxamento uterino em procedimentos específicos.

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