Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2020
Uma gestante encontra-se em trabalho de parto que não está tendo uma evolução satisfatória devido à incoordenação da atividade uterina. Nesta situação, a medida NÃO indicada é:
Incoordenação uterina → Estimular contrações. Tocolíticos INIBEM contrações, sendo contraindicados.
Em casos de incoordenação da atividade uterina que resulta em trabalho de parto disfuncional, o objetivo é otimizar as contrações. Tocolíticos, como beta-agonistas ou bloqueadores de canais de cálcio, são usados para inibir o trabalho de parto prematuro ou para relaxamento uterino em situações específicas, não para estimular um trabalho de parto que não evolui.
O trabalho de parto disfuncional, incluindo a incoordenação da atividade uterina, é uma das principais causas de distocia e pode levar a um parto prolongado ou à necessidade de intervenção. A compreensão da fisiologia das contrações uterinas e das intervenções farmacológicas e não farmacológicas é crucial para o manejo adequado. A identificação precoce da disfunção permite a implementação de medidas corretivas, visando um desfecho materno-fetal favorável. A incoordenação uterina é caracterizada por um padrão de contrações ineficazes, que não resultam em progressão cervical ou descida fetal. O diagnóstico é clínico, baseado na avaliação da dinâmica uterina e do progresso do trabalho de parto. Antes de qualquer intervenção, é fundamental excluir outras causas de distocia, como desproporção cefalopélvica ou má apresentação fetal. A monitorização contínua da mãe e do feto é essencial para garantir a segurança durante o manejo. O tratamento da incoordenação uterina geralmente envolve a otimização das contrações. Medidas como a ocitocina venosa, que aumenta a contratilidade uterina, e a amniotomia, que pode liberar prostaglandinas e intensificar as contrações, são comumente empregadas. A analgesia peridural, ao aliviar a dor e promover o relaxamento materno, também pode, em alguns casos, melhorar a coordenação uterina. Por outro lado, os tocolíticos, que têm como função inibir as contrações, são contraindicados nesta situação, pois agravariam a disfunção e prolongariam o trabalho de parto. O prognóstico depende da resposta às intervenções e da ausência de outras complicações.
Os sinais incluem contrações uterinas irregulares em frequência, intensidade e duração, que não promovem a dilatação cervical ou a descida fetal esperada. Pode haver dor desproporcional à efetividade das contrações.
A ocitocina venosa é utilizada para aumentar a frequência e a intensidade das contrações uterinas, melhorando a coordenação e a progressão do trabalho de parto quando há hipoatividade ou incoordenação, desde que não haja contraindicações obstétricas.
Tocolíticos são indicados principalmente para inibir o trabalho de parto prematuro, permitindo a administração de corticoides para maturação pulmonar fetal ou o transporte da gestante para um centro de referência. Também podem ser usados em casos de hiperestimulação uterina ou para relaxamento uterino em procedimentos específicos.
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