UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2024
Paciente G.M.B., 60 anos, g 3 p2 a 1, procurou atendimento ginecológico com queixas de apresentar urgência, urge-incontinência e noctúria, após AVC isquêmico. O exame mais indicado para abordagem diagnóstica de neuropatias e disfunções urinárias é o/a
Disfunção urinária pós-AVC (urgência, urge-incontinência, noctúria) → exame urodinâmico é o mais indicado para diagnóstico.
Pacientes com AVC isquêmico frequentemente desenvolvem disfunções urinárias neurogênicas, como urgência, urge-incontinência e noctúria. O exame urodinâmico é a ferramenta diagnóstica mais completa e indicada para avaliar a fisiopatologia dessas disfunções, diferenciando os tipos de bexiga neurogênica e guiando o tratamento.
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais causas de incapacidade em adultos, e as disfunções do trato urinário inferior são sequelas comuns e impactantes. A bexiga neurogênica pós-AVC pode se manifestar de diversas formas, incluindo urgência urinária, urge-incontinência, aumento da frequência urinária e noctúria, afetando significativamente a qualidade de vida do paciente. A fisiopatologia envolve o comprometimento das vias nervosas que controlam a micção, resultando em descoordenação entre o músculo detrusor da bexiga e o esfíncter uretral. O diagnóstico preciso é fundamental para um manejo eficaz. Embora exames como o de urina e a ultrassonografia das vias urinárias sejam importantes para excluir infecção ou obstrução, eles não fornecem informações detalhadas sobre a dinâmica da micção. Nesse contexto, o exame urodinâmico é a ferramenta diagnóstica padrão-ouro. Ele permite avaliar a capacidade da bexiga, a pressão do detrusor, a função do esfíncter e o fluxo urinário, identificando o padrão específico da disfunção neurogênica (por exemplo, hiperatividade do detrusor, hipocontratilidade vesical, dissinergia detrusor-esfincteriana). Com base nos achados urodinâmicos, é possível individualizar o tratamento, que pode incluir desde terapias comportamentais e medicamentosas até intervenções mais invasivas, visando restaurar a continência e melhorar a qualidade de vida do paciente.
Após um AVC, é comum o desenvolvimento de bexiga neurogênica, manifestada por urgência urinária, urge-incontinência, aumento da frequência urinária e noctúria, devido ao comprometimento das vias nervosas que controlam a micção.
O exame urodinâmico avalia a função da bexiga e da uretra durante o enchimento e esvaziamento, permitindo identificar o tipo de disfunção neurogênica (ex: hiperatividade do detrusor, hipocontratilidade) e guiar o tratamento mais adequado.
Antes da urodinâmica, é importante excluir infecção do trato urinário (exame de urina), obstrução do trato urinário (USG) e outras causas anatômicas ou funcionais não neurogênicas que possam mimetizar ou coexistir com a disfunção.
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