AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2023
Em relação à disfunção sexual associada ao uso de Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina (ISRS):I. Causam anorgasmia em mulheres e aumentam a latência para ejaculação em homens.II. Causam redução da libido em homens, mas raramente afeta a libido em mulheres.III. A prevalência pode chegar a 50% dos casos e deve ser prontamente manejado. Quais estão corretas?
ISRS → disfunção sexual (anorgasmia, latência ejaculatória, ↓ libido) em até 50% dos pacientes.
A disfunção sexual é um efeito adverso comum dos ISRS, impactando significativamente a adesão ao tratamento. Manifesta-se como anorgasmia e aumento da latência ejaculatória, além de redução da libido em ambos os sexos, exigindo manejo ativo.
A disfunção sexual induzida por Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina (ISRS) é um efeito adverso comum e subnotificado, afetando uma parcela significativa dos pacientes em tratamento antidepressivo. Sua prevalência pode atingir 50% ou mais, impactando diretamente a qualidade de vida e a adesão à terapia, o que ressalta a importância de sua investigação ativa. A fisiopatologia envolve o aumento dos níveis de serotonina na fenda sináptica, que pode inibir a função sexual através de receptores específicos. Clinicamente, manifesta-se como anorgasmia em mulheres, aumento da latência ejaculatória em homens e redução da libido em ambos os sexos. O diagnóstico é clínico, baseado na história do paciente e na temporalidade do início dos sintomas com o uso do ISRS. O manejo da disfunção sexual por ISRS é multifacetado e deve ser individualizado. As abordagens incluem a redução da dose do ISRS (se clinicamente apropriado), a troca para um antidepressivo com perfil de efeitos colaterais sexuais mais favorável (como bupropiona ou mirtazapina), a adição de um fármaco adjuvante (como bupropiona, sildenafil ou tadalafil) ou o encaminhamento para terapia sexual. É fundamental que o médico discuta proativamente esses efeitos com o paciente.
Os ISRS podem causar anorgasmia em mulheres, aumento da latência ejaculatória em homens, e redução da libido em ambos os sexos. Estes efeitos são dose-dependentes e variam entre os indivíduos.
A prevalência pode chegar a 50% ou mais dos casos, sendo crucial o manejo para garantir a adesão ao tratamento antidepressivo e melhorar a qualidade de vida do paciente.
As estratégias incluem redução da dose do ISRS, troca para outro antidepressivo com menor risco (ex: bupropiona), adição de um fármaco (ex: bupropiona, sildenafil) ou terapia sexual.
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