UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2015
Medicação sabidamente associada a problemas de sexualidade:
Fluoxetina (ISRS) → disfunção sexual (↓ libido, anorgasmia, ejaculação retardada) é efeito adverso comum.
Os Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (ISRS), como a Fluoxetina, são conhecidos por causar disfunção sexual em uma parcela significativa dos pacientes. Este efeito adverso pode incluir diminuição da libido, anorgasmia, ejaculação retardada e disfunção erétil, sendo um fator importante na adesão ao tratamento.
A disfunção sexual é um efeito adverso comum e subestimado do tratamento com Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (ISRS), como a Fluoxetina, que são amplamente prescritos para transtornos depressivos e de ansiedade. Sua prevalência pode chegar a 70% dos pacientes, impactando significativamente a qualidade de vida e a adesão ao tratamento, sendo um ponto crítico para a prática clínica. A fisiopatologia envolve principalmente a modulação serotoninérgica excessiva, que pode inibir vias dopaminérgicas e noradrenérgicas essenciais para o desejo e a excitação sexual. O diagnóstico é clínico, baseado no relato do paciente, e é fundamental que o médico pergunte ativamente sobre a função sexual antes e durante o tratamento com ISRS para identificar precocemente o problema. O tratamento da disfunção sexual induzida por ISRS pode envolver diversas estratégias, como a redução da dose, a troca para um antidepressivo com perfil de efeitos colaterais sexuais mais favorável (ex: bupropiona, mirtazapina), a adição de um fármaco adjuvante (ex: inibidores da PDE5 para disfunção erétil) ou a 'drug holiday' (interrupção temporária do medicamento, com cautela). É crucial uma abordagem empática e individualizada para otimizar a adesão e o bem-estar do paciente.
A Fluoxetina, um ISRS, pode causar diminuição da libido, anorgasmia (dificuldade ou incapacidade de atingir o orgasmo), ejaculação retardada ou ausente em homens, e disfunção erétil. Esses efeitos variam em intensidade entre os indivíduos.
O manejo pode incluir a redução da dose do ISRS, a troca para outro antidepressivo com menor risco de disfunção sexual (como bupropiona), a adição de um fármaco para contrabalançar o efeito (ex: bupropiona, sildenafil) ou a terapia sexual. A decisão deve ser individualizada e discutida com o paciente.
Acredita-se que os ISRS causem disfunção sexual devido ao aumento da serotonina na fenda sináptica, que pode inibir a liberação de dopamina e noradrenalina, neurotransmissores importantes para a função sexual. Além disso, podem afetar diretamente os receptores serotoninérgicos envolvidos na resposta sexual.
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