Redução do Desejo Sexual Feminino: O Que Investigar?

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2024

Enunciado

Mulher de 49 anos vem para consulta por redução drástica de desejo sexual há 8 meses. Diante da situação hipotética, qual das investigações abaixo NÃO faz parte da avaliação do quadro?

Alternativas

  1. A) Dosagem de testosterona total, livre e biodisponível.
  2. B) Investigação de quadro depressivo.
  3. C) Avaliação de medicações em uso no período.
  4. D) Dosagem de Prolactina.
  5. E) Dosagem de TSH.

Pérola Clínica

Redução desejo sexual feminino: Testosterona NÃO é rotina na investigação, foco em causas psicológicas, medicamentosas e outras hormonais (TSH, Prolactina).

Resumo-Chave

A dosagem de testosterona em mulheres com redução do desejo sexual não é recomendada como investigação de rotina, pois os níveis séricos não se correlacionam bem com a função sexual e a suplementação não tem evidência robusta de benefício e segurança a longo prazo. A investigação deve focar em causas mais comuns e tratáveis, como depressão, uso de medicamentos, disfunções tireoidianas ou hiperprolactinemia.

Contexto Educacional

A redução do desejo sexual em mulheres, ou transtorno do desejo sexual hipoativo, é uma queixa comum e multifatorial que requer uma abordagem diagnóstica abrangente. A avaliação inicial deve focar na história clínica detalhada, incluindo fatores psicossociais, relacionais, uso de medicamentos (especialmente antidepressivos, anti-hipertensivos, contraceptivos hormonais), presença de comorbidades e sintomas de depressão ou ansiedade. É crucial entender o impacto da condição na qualidade de vida da paciente. Do ponto de vista laboratorial, a investigação deve ser direcionada para causas tratáveis e com evidência de impacto na libido. A dosagem de TSH é fundamental para descartar hipotireoidismo, uma condição que frequentemente cursa com fadiga e redução do desejo. A dosagem de prolactina também é importante para identificar hiperprolactinemia, que pode inibir a função gonadal e reduzir a libido. A investigação de quadros depressivos é essencial, pois a depressão e seus tratamentos podem afetar diretamente o desejo sexual. No entanto, a dosagem de testosterona total, livre ou biodisponível não é recomendada como parte da avaliação rotineira da redução do desejo sexual feminino. Os níveis de testosterona em mulheres não se correlacionam de forma consistente com a função sexual, e a suplementação de testosterona para essa indicação ainda não possui evidências robustas de eficácia e segurança a longo prazo para ser considerada uma terapia padrão. O manejo deve ser individualizado, abordando as causas identificadas e considerando terapias não farmacológicas e aconselhamento.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas da redução do desejo sexual em mulheres?

As causas são multifatoriais e incluem fatores psicológicos (depressão, ansiedade), relacionais, uso de medicamentos (antidepressivos, contraceptivos), condições médicas (diabetes, doenças cardiovasculares) e disfunções hormonais (hipotireoidismo, hiperprolactinemia).

Por que a dosagem de testosterona não é recomendada rotineiramente?

Os níveis de testosterona em mulheres não se correlacionam de forma consistente com a libido, e a suplementação hormonal com testosterona para disfunção sexual feminina ainda carece de evidências robustas de eficácia e segurança a longo prazo, não sendo uma prática padrão.

Quais exames hormonais são relevantes na avaliação da libido feminina?

A dosagem de TSH (para avaliar função tireoidiana) e prolactina (para investigar hiperprolactinemia) são exames hormonais importantes, pois disfunções nessas glândulas podem impactar significativamente o desejo sexual.

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