Disfunção do Esfíncter de Oddi: Diagnóstico e Manejo

FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2023

Enunciado

Em relação à disfunção do Esfíncter de Oddi, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) A sintomatologia típica é a de cólica biliar com bilirrubina normal e episódios recorrentes de pancreatite aguda.
  2. B) Cerca de 20% dos pacientes submetidos à colecistectomia apresentarão disfunção do esfíncter de Oddi em algum momento.
  3. C) A ausência de dilatação do colédoco em resposta à colecistocinina (CCK) é um achado típico ao ultrassom.
  4. D) A manometria ampular revela pressão basal diminuída do esfíncter de Oddi.
  5. E) O tratamento consiste na papilectomia endoscópica com colocação de endoprótese autoexpansível.

Pérola Clínica

Disfunção Esfíncter de Oddi: cólica biliar + bilirrubina normal + pancreatite aguda recorrente.

Resumo-Chave

A disfunção do Esfíncter de Oddi (DEO) é uma condição que causa dor biliar e/ou pancreatite recorrente devido a um fluxo biliar ou pancreático prejudicado. A sintomatologia típica inclui cólica biliar com enzimas hepáticas e bilirrubina que podem estar normais entre os episódios, mas com elevação durante as crises.

Contexto Educacional

A disfunção do Esfíncter de Oddi (DEO) é uma condição clínica caracterizada por dor abdominal tipo cólica biliar e/ou episódios recorrentes de pancreatite aguda, na ausência de cálculos biliares ou outras causas óbvias. Ela ocorre devido a um distúrbio motor do esfíncter de Oddi, que regula o fluxo de bile e suco pancreático para o duodeno, resultando em obstrução funcional. A DEO é mais comum em pacientes submetidos à colecistectomia, embora possa ocorrer em indivíduos com vesícula biliar intacta. A sintomatologia típica da DEO inclui dor biliar intermitente, que pode ser acompanhada de náuseas e vômitos. Um achado importante é a ocorrência de pancreatite aguda idiopática recorrente, onde a bilirrubina e as enzimas hepáticas podem estar normais entre os episódios de dor, mas elevadas durante as crises. O diagnóstico é desafiador e envolve a exclusão de outras causas de dor abdominal. A manometria do Esfíncter de Oddi é considerada o padrão-ouro para o diagnóstico, revelando uma pressão basal elevada do esfíncter. O tratamento da DEO visa aliviar a obstrução e os sintomas. A esfincterotomia endoscópica (papilectomia) é o tratamento de escolha, demonstrando eficácia na redução da dor e da frequência de pancreatite. No entanto, é um procedimento com riscos, incluindo pancreatite pós-CPRE. A colocação de endopróteses autoexpansíveis não é o tratamento padrão para DEO, sendo mais utilizada em estenoses malignas ou benignas complexas. A compreensão da DEO é crucial para residentes, pois permite diferenciar essa condição de outras causas de dor abdominal e pancreatite, direcionando para o manejo adequado.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da disfunção do Esfíncter de Oddi?

Os sintomas incluem dor biliar tipo cólica, geralmente no quadrante superior direito ou epigástrio, que pode irradiar para as costas. Episódios recorrentes de pancreatite aguda sem outra causa aparente também são comuns.

Como é feito o diagnóstico definitivo da disfunção do Esfíncter de Oddi?

O diagnóstico definitivo é realizado pela manometria do Esfíncter de Oddi, que mede a pressão basal do esfíncter. Uma pressão basal elevada (> 40 mmHg) é diagnóstica, embora seja um procedimento invasivo.

Qual o tratamento para a disfunção do Esfíncter de Oddi?

O tratamento principal é a papilectomia endoscópica (esfincterotomia), que visa aliviar a obstrução. Em casos selecionados, pode-se considerar a colocação de endoprótese temporária.

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