Disfunção Erétil em Diabéticos: Tratamento com PDE5i

FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2024

Enunciado

Um homem de 60 anos de idade, acompanhado da esposa, chega à clínica com queixa de disfunção erétil. Relata histórico de 10 anos de diabetes mellitus em uso de antidiabéticos orais. Ao longo do último ano, ele afirma que apesar da libido preservada, não consegue ter ereções mantidas com a esposa e nem ereções espontâneas no decorrer das noites. A glicemia de jejum é 100 mg /dl, hemoglobina glicosilada é 5,9 %, testosterona, hormônios tireoidianos e prolactina estão dentro da normalidade. Qual possível terapêutica poderá ajudar a alcançar e manter sua ereção?

Alternativas

  1. A) Inibidor da 5α-redutase.
  2. B) Androgênio.
  3. C) Agonista dopaminérgico.
  4. D) Inibidor da 5 fosfodiesterase.
  5. E) Inibidor de recaptação de serotonina.

Pérola Clínica

Disfunção erétil em diabético com libido normal e ereções noturnas ausentes → Inibidor de 5-fosfodiesterase (PDE5i).

Resumo-Chave

A disfunção erétil em pacientes diabéticos é comum e frequentemente de origem vascular ou neuropática. A preservação da libido e a ausência de ereções noturnas sugerem um componente orgânico. Com exames hormonais normais, os inibidores da 5-fosfodiesterase (PDE5i) são a primeira linha de tratamento, pois aumentam o fluxo sanguíneo peniano.

Contexto Educacional

A disfunção erétil (DE) é uma condição comum, especialmente em homens com diabetes mellitus, afetando significativamente a qualidade de vida. A fisiopatologia da DE em diabéticos é multifatorial, envolvendo danos vasculares (macro e microangiopatia), neuropatia autonômica e periférica, e disfunção endotelial, que comprometem o fluxo sanguíneo peniano e a resposta erétil. A avaliação de um paciente com DE deve incluir um histórico detalhado, exame físico e exames laboratoriais para descartar causas hormonais (hipogonadismo, hiperprolactinemia) ou outras condições sistêmicas. No caso apresentado, a libido preservada e a ausência de ereções noturnas espontâneas, juntamente com exames hormonais normais, sugerem uma etiologia orgânica, provavelmente vascular ou neuropática, relacionada ao diabetes. Com base nesse cenário, a terapêutica de primeira linha para a disfunção erétil são os inibidores da 5-fosfodiesterase (PDE5i), como sildenafil, tadalafil ou vardenafil. Esses medicamentos atuam potencializando os efeitos do óxido nítrico, promovendo o relaxamento da musculatura lisa dos corpos cavernosos e aumentando o fluxo sanguíneo peniano, facilitando a ereção em resposta à estimulação sexual. É crucial orientar o paciente sobre o uso correto e as contraindicações, especialmente o uso concomitante de nitratos.

Perguntas Frequentes

Como os inibidores da 5-fosfodiesterase (PDE5i) atuam na disfunção erétil?

Os PDE5i atuam inibindo a enzima 5-fosfodiesterase, que degrada o GMPc nos corpos cavernosos. Isso leva ao acúmulo de GMPc, que promove o relaxamento da musculatura lisa e o aumento do fluxo sanguíneo peniano, facilitando a ereção em resposta à estimulação sexual.

Por que a ausência de ereções noturnas é importante na avaliação da disfunção erétil?

A ausência de ereções noturnas espontâneas (que ocorrem durante o sono REM) sugere uma causa orgânica para a disfunção erétil, como problemas vasculares ou neurológicos, em contraste com causas psicogênicas, onde as ereções noturnas geralmente são preservadas.

Quais são as contraindicações para o uso de inibidores da 5-fosfodiesterase?

As principais contraindicações incluem o uso concomitante de nitratos (devido ao risco de hipotensão grave), insuficiência cardíaca grave, angina instável, infarto do miocárdio ou AVC recente, e retinopatia pigmentar.

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