UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2024
Homem, 65 anos de idade, diabético, tabagista, apresenta disfunção erétil há um ano. Qual é o tratamento mais indicado?
Disfunção erétil em diabético/tabagista → Inibidor PDE5 como 1ª linha.
A disfunção erétil é comum em pacientes com diabetes e tabagismo devido a danos vasculares e neuropáticos. Os inibidores da fosfodiesterase tipo 5 são a terapia de primeira linha, agindo ao aumentar o fluxo sanguíneo peniano e facilitar a ereção.
A disfunção erétil (DE) é a incapacidade persistente de obter e manter uma ereção suficiente para uma atividade sexual satisfatória. É uma condição comum, especialmente em homens mais velhos e naqueles com comorbidades como diabetes mellitus e tabagismo, que são fatores de risco significativos devido aos seus efeitos deletérios sobre a função vascular e nervosa. A prevalência aumenta com a idade e a presença de doenças crônicas. A fisiopatologia da DE em diabéticos e tabagistas envolve principalmente a disfunção endotelial, aterosclerose dos vasos penianos e neuropatia autonômica, que comprometem a produção e ação do óxido nítrico, essencial para o relaxamento da musculatura lisa cavernosa. O diagnóstico é clínico, com avaliação de fatores de risco e exclusão de outras causas. O tratamento de primeira linha para a DE são os inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (iPDE5), como sildenafil, tadalafil, vardenafil e avanafil. Eles atuam potencializando a via do óxido nítrico/GMPc, promovendo o relaxamento do músculo liso e o influxo de sangue para o pênis. É crucial orientar o paciente sobre o uso correto e as contraindicações, como o uso de nitratos, para garantir a segurança e eficácia do tratamento.
As principais causas são vasculares (aterosclerose, disfunção endotelial) e neuropáticas (neuropatia autonômica diabética), ambas exacerbadas pelo tabagismo, comprometendo o fluxo sanguíneo e a inervação peniana.
Eles inibem a enzima fosfodiesterase tipo 5, que degrada o GMPc. Isso resulta em relaxamento da musculatura lisa do corpo cavernoso e aumento do fluxo sanguíneo peniano, facilitando a ereção em resposta à estimulação sexual.
As principais contraindicações incluem o uso concomitante de nitratos (risco de hipotensão grave), insuficiência cardíaca grave, angina instável, hipotensão não controlada e retinopatia pigmentar.
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