Disfunção Diastólica VE: Melhor Anti-hipertensivo

HSJ - Hospital São Julião (MS) — Prova 2015

Enunciado

Homem, 57 anos, hipertenso, vem ao ambulatório referindo falta de ar. Refere piora progressiva da dispneia enquanto sobe escadas. Nega dor torácica e dispneia ao repouso. Ausculta cardíaca e respiratória normal. Ecocardiograma transtorácico, revelou disfunção diastólica de ventrículo esquerdo. Assinale a melhor droga anti-hipertensiva:

Alternativas

  1. A) Atenolol.
  2. B) Digoxina.
  3. C) Diltiazem.
  4. D) Inibidor da enzima de conversão da angiotensina.
  5. E) Diurético.

Pérola Clínica

Disfunção diastólica VE + Hipertensão → Bloqueadores de canal de cálcio não diidropiridínicos (Diltiazem/Verapamil) são preferíveis.

Resumo-Chave

Em pacientes com hipertensão e disfunção diastólica do ventrículo esquerdo, os bloqueadores de canal de cálcio não diidropiridínicos (como diltiazem e verapamil) são eficazes por reduzir a frequência cardíaca e melhorar o relaxamento ventricular, otimizando o enchimento diastólico.

Contexto Educacional

A disfunção diastólica do ventrículo esquerdo (VE) é uma condição comum, especialmente em pacientes hipertensos e idosos, caracterizada pela alteração na capacidade do VE de relaxar e se encher adequadamente durante a diástole. Isso leva a um aumento das pressões de enchimento e pode culminar em insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (IC-FEp), manifestando-se como dispneia de esforço. A fisiopatologia envolve rigidez ventricular e relaxamento prejudicado, muitas vezes devido à hipertrofia ventricular esquerda e fibrose miocárdica induzidas pela hipertensão. O diagnóstico é feito clinicamente e confirmado por ecocardiograma, que avalia parâmetros como a relação E/e' e o tempo de relaxamento isovolumétrico. O tratamento visa controlar a pressão arterial, otimizar o enchimento ventricular e melhorar o relaxamento. Bloqueadores de canal de cálcio não diidropiridínicos (como diltiazem e verapamil) são frequentemente a melhor escolha, pois reduzem a frequência cardíaca, prolongam a diástole e promovem o relaxamento miocárdico. Diuréticos são usados para controle da congestão, e o manejo das comorbidades é crucial.

Perguntas Frequentes

O que é disfunção diastólica do ventrículo esquerdo?

A disfunção diastólica do VE é a incapacidade do ventrículo esquerdo de relaxar e se encher adequadamente durante a diástole, resultando em pressões de enchimento elevadas, mesmo com fração de ejeção preservada.

Por que o diltiazem é uma boa opção para disfunção diastólica em hipertensos?

O diltiazem, um bloqueador de canal de cálcio não diidropiridínico, reduz a frequência cardíaca, prolonga o tempo de enchimento diastólico e melhora o relaxamento ventricular, otimizando a função diastólica e controlando a hipertensão.

Quais são os principais pilares do tratamento da insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (IC-FEp)?

O tratamento da IC-FEp foca no controle das comorbidades (hipertensão, diabetes, fibrilação atrial), manejo da congestão com diuréticos e uso de medicamentos que melhoram a função diastólica e reduzem a mortalidade, como inibidores do SGLT2, ARAs, e, em alguns casos, BCC não diidropiridínicos.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo