Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2025
A disfunção diastólica de VE é consequência da doença, secundária ao enrijecimento miocárdico, sendo correto o item:
Disfunção diastólica VE = alteração relaxamento precoce + redução complacência tardia + disfunção atrial esquerda.
A disfunção diastólica do ventrículo esquerdo é caracterizada por um comprometimento do relaxamento miocárdico na fase precoce do enchimento ventricular e uma redução da complacência ventricular na fase tardia, resultando em pressões de enchimento elevadas e frequentemente associada a alterações na geometria e função do átrio esquerdo.
A disfunção diastólica do ventrículo esquerdo (VE) é uma condição comum, especialmente em idosos e pacientes com hipertensão, diabetes e doença arterial coronariana. Ela é caracterizada pela incapacidade do VE de relaxar e se encher adequadamente durante a diástole, resultando em pressões de enchimento elevadas. É a base fisiopatológica da insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (IC-FEp), uma entidade clínica cada vez mais reconhecida. A fisiopatologia envolve um processo complexo que afeta tanto o relaxamento ativo quanto a complacência passiva do miocárdio. Inicialmente, há um comprometimento do relaxamento miocárdico na fase precoce do enchimento ventricular, tornando o VE mais rígido. Posteriormente, a redução da complacência ventricular se manifesta na fase tardia, exigindo pressões mais altas para o enchimento. Essas alterações levam a um aumento da pressão no átrio esquerdo e nas veias pulmonares. O diagnóstico da disfunção diastólica é primariamente ecocardiográfico, avaliando parâmetros como relação E/A, tempo de desaceleração, velocidade da onda E' e volume atrial esquerdo. O tratamento visa controlar as condições subjacentes e aliviar os sintomas, focando na redução das pressões de enchimento e na otimização da função atrial. A compreensão detalhada desses mecanismos é crucial para o manejo clínico e para a interpretação de exames complementares.
As causas mais comuns incluem hipertensão arterial sistêmica, doença arterial coronariana, diabetes mellitus, cardiomiopatia hipertrófica, amiloidose cardíaca e envelhecimento, que levam ao enrijecimento miocárdico e comprometimento do relaxamento.
A disfunção diastólica compromete o relaxamento ativo do VE na fase precoce de enchimento e reduz a complacência ventricular na fase tardia. Isso resulta em pressões de enchimento elevadas, mesmo com volumes normais, e dependência da contração atrial para o enchimento adequado.
O átrio esquerdo compensa o enchimento ventricular prejudicado aumentando sua contração. No entanto, a sobrecarga de pressão e volume leva à dilatação e disfunção atrial, contribuindo para sintomas e aumentando o risco de fibrilação atrial e eventos tromboembólicos.
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