Disfunção Diastólica do VE: Fisiopatologia Essencial

Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2025

Enunciado

A disfunção diastólica de VE é consequência da doença, secundária ao enrijecimento miocárdico, sendo correto o item:

Alternativas

  1. A) Impactando a fase precoce de enchimento ventricular, e também à redução de complacência, a qual se manifesta na sua fase tardia e está associada às alterações de geometria e função atrial esquerda.
  2. B) Impactando a fase tardia de enchimento ventricular, e também à redução de complacência, a qual se manifesta na sua fase tardia e está associada às alterações de geometria e função atrial esquerda.
  3. C) Impactando a fase precoce de enchimento ventricular, e também aumento de complacência, a qual se manifesta na sua fase tardia e está associada às alterações de geometria e função atrial esquerda.
  4. D) Impactando a fase precoce de enchimento ventricular, e também à redução de complacência, a qual se manifesta na sua fase tardia e está associada às alterações de geometria e função atrial direita, apenas.

Pérola Clínica

Disfunção diastólica VE = alteração relaxamento precoce + redução complacência tardia + disfunção atrial esquerda.

Resumo-Chave

A disfunção diastólica do ventrículo esquerdo é caracterizada por um comprometimento do relaxamento miocárdico na fase precoce do enchimento ventricular e uma redução da complacência ventricular na fase tardia, resultando em pressões de enchimento elevadas e frequentemente associada a alterações na geometria e função do átrio esquerdo.

Contexto Educacional

A disfunção diastólica do ventrículo esquerdo (VE) é uma condição comum, especialmente em idosos e pacientes com hipertensão, diabetes e doença arterial coronariana. Ela é caracterizada pela incapacidade do VE de relaxar e se encher adequadamente durante a diástole, resultando em pressões de enchimento elevadas. É a base fisiopatológica da insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (IC-FEp), uma entidade clínica cada vez mais reconhecida. A fisiopatologia envolve um processo complexo que afeta tanto o relaxamento ativo quanto a complacência passiva do miocárdio. Inicialmente, há um comprometimento do relaxamento miocárdico na fase precoce do enchimento ventricular, tornando o VE mais rígido. Posteriormente, a redução da complacência ventricular se manifesta na fase tardia, exigindo pressões mais altas para o enchimento. Essas alterações levam a um aumento da pressão no átrio esquerdo e nas veias pulmonares. O diagnóstico da disfunção diastólica é primariamente ecocardiográfico, avaliando parâmetros como relação E/A, tempo de desaceleração, velocidade da onda E' e volume atrial esquerdo. O tratamento visa controlar as condições subjacentes e aliviar os sintomas, focando na redução das pressões de enchimento e na otimização da função atrial. A compreensão detalhada desses mecanismos é crucial para o manejo clínico e para a interpretação de exames complementares.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas da disfunção diastólica do VE?

As causas mais comuns incluem hipertensão arterial sistêmica, doença arterial coronariana, diabetes mellitus, cardiomiopatia hipertrófica, amiloidose cardíaca e envelhecimento, que levam ao enrijecimento miocárdico e comprometimento do relaxamento.

Como a disfunção diastólica afeta o enchimento ventricular?

A disfunção diastólica compromete o relaxamento ativo do VE na fase precoce de enchimento e reduz a complacência ventricular na fase tardia. Isso resulta em pressões de enchimento elevadas, mesmo com volumes normais, e dependência da contração atrial para o enchimento adequado.

Qual o papel do átrio esquerdo na disfunção diastólica?

O átrio esquerdo compensa o enchimento ventricular prejudicado aumentando sua contração. No entanto, a sobrecarga de pressão e volume leva à dilatação e disfunção atrial, contribuindo para sintomas e aumentando o risco de fibrilação atrial e eventos tromboembólicos.

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