USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2024
Paciente feminina de 7 meses, com antecedente de hidrocefalia diagnosticada após o nascimento e portadora de derivação ventrículo peritoneal (DVP), foi trazida ao pronto atendimento por apresentar irritabilidade há uma semana, sonolência há 3 dias e piora dos escapes convulsivos há um dia. Faz uso contínuo de anticonvulsivantes e das vitaminas indicadas para a idade. Ao exame: FC: 85 bpm, FR: 20 ipm; PA: 116x70 mmHg. A seguir, imagens da paciente e dos exames realizados. Assinale a alternativa que descreve corretamente a interpretação clínica e dos exames de imagem apresentados pela paciente.
Mau funcionamento de DVP em lactentes → irritabilidade, sonolência, piora convulsões, sinais de hipertensão intracraniana.
A disfunção da DVP é uma emergência neurocirúrgica comum em crianças com hidrocefalia. Os sintomas são inespecíficos em lactentes, mas a mudança no padrão neurológico basal, como irritabilidade e sonolência, deve levantar a suspeita.
A hidrocefalia é uma condição neurológica comum em pediatria, frequentemente tratada com a implantação de uma derivação ventrículo peritoneal (DVP). O mau funcionamento da DVP é uma complicação séria e frequente, exigindo reconhecimento rápido e intervenção. A disfunção da DVP pode ocorrer por obstrução, infecção ou fratura. Em lactentes, os sintomas de hipertensão intracraniana são inespecíficos, como irritabilidade, sonolência, vômitos e piora do controle de crises convulsivas. A suspeita clínica é fundamental, e a tomografia de crânio é o exame de imagem de escolha para avaliar a dilatação ventricular. O tratamento do mau funcionamento da DVP é neurocirúrgico, geralmente envolvendo a revisão ou troca da derivação. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e da intervenção, sendo crucial para prevenir danos neurológicos permanentes.
Em lactentes, os sinais de mau funcionamento de DVP podem ser inespecíficos, incluindo irritabilidade, sonolência, vômitos, abaulamento de fontanela e piora do controle de crises convulsivas.
A conduta inicial envolve avaliação clínica rápida, exames de imagem (tomografia de crânio) para verificar dilatação ventricular e consulta neurocirúrgica urgente para possível revisão da DVP.
As causas mais comuns de disfunção de DVP incluem obstrução (proximal ou distal), infecção, fratura do cateter e superdrenagem, levando a sintomas de hipertensão intracraniana.
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