CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2017
A técnica mostrada nas fotos é indicada para tratamento de lacrimejamento por:
Lacrimejamento com via excretora pérvia + má posição palpebral = Disfunção de bomba lacrimal.
A drenagem da lágrima não é apenas gravitacional; depende da contração do músculo orbicular que cria uma pressão negativa no saco lacrimal (mecanismo de bomba).
O sistema de drenagem lacrimal é um sistema hidrodinâmico ativo. Quando piscamos, a porção profunda do músculo orbicular (músculo de Horner) traciona a parede do saco lacrimal, criando um vácuo que aspira a lágrima dos canalículos. Pacientes com 'epífora funcional' apresentam lacrimejamento apesar de terem vias lacrimais anatomicamente abertas. Isso ocorre frequentemente em idosos devido à frouxidão dos tendões cantais ou em pacientes com sequelas de paralisia facial. O tratamento cirúrgico nesses casos visa restaurar a tensão palpebral e o contato do ponto lacrimal com o lago lacrimal (ex: Tarsal Strip).
É o mecanismo onde a contração do músculo orbicular (parte pré-septal e pré-tarsal) durante o piscar comprime os canalículos e expande o saco lacrimal, gerando sucção que drena a lágrima.
Laxitude palpebral excessiva, ectrópio (eversão da pálpebra), paralisia facial (nervo VII) e qualquer condição que enfraqueça o músculo orbicular.
Na obstrução mecânica, a irrigação da via lacrimal (teste de Anel) encontra resistência ou refluxo. Na disfunção de bomba, a via está pérvia à irrigação, mas o teste de Jones I é negativo (a lágrima não drena sozinha).
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