Disforia de Gênero: Critérios Diagnósticos do DSM-V

UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2022

Enunciado

Em uma pessoa adulta, foi verificada uma incongruência acentuada entre o gênero experimentado e as características sexuais primárias, além de um forte desejo de ser tratada com um gênero diferente do designado. Essa situação foi percebida há 10 meses e vem acompanhada de sofrimento pessoal. Exame físico e exames complementares estão dentro da normalidade.Assinale a alternativa que indica corretamente o diagnóstico, de acordo com os critérios e terminologias do DSM-V (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 5a edição, da American Psychiatric Association).

Alternativas

  1. A) Disforia de gênero
  2. B) Transexualidade
  3. C) Cisgênero
  4. D) Homoafetividade
  5. E) Inadequação sexual

Pérola Clínica

Disforia de Gênero = Incongruência entre gênero experimentado e designado + Sofrimento clinicamente significativo.

Resumo-Chave

O diagnóstico de Disforia de Gênero no DSM-V foca na incongruência acentuada entre o gênero que a pessoa sente e o gênero atribuído ao nascer, acompanhada de sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo funcional. É crucial diferenciar identidade de gênero de orientação sexual.

Contexto Educacional

A Disforia de Gênero, conforme definida pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V), refere-se ao sofrimento clinicamente significativo associado a uma incongruência entre o gênero que uma pessoa sente (identidade de gênero) e o gênero que lhe foi atribuído ao nascer (sexo biológico). É crucial para estudantes e profissionais de medicina compreenderem que a disforia não é a identidade transgênero em si, mas sim o desconforto ou angústia que pode surgir dessa incongruência. Os critérios diagnósticos do DSM-V enfatizam a persistência da incongruência por pelo menos seis meses e a presença de sofrimento pessoal ou prejuízo funcional. Isso diferencia a disforia de gênero de uma simples variação de gênero ou de uma exploração da identidade, que não necessariamente causam angústia. O diagnóstico é clínico e não depende de exames complementares, que geralmente estão dentro da normalidade. O manejo da disforia de gênero é multidisciplinar, envolvendo apoio psicológico, terapia hormonal e, em alguns casos, cirurgias de afirmação de gênero. O objetivo é aliviar o sofrimento e permitir que o indivíduo viva de acordo com sua identidade de gênero. É fundamental que os profissionais de saúde ofereçam um ambiente de acolhimento e respeito, reconhecendo a identidade de gênero do paciente e evitando a patologização da diversidade de gênero.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais critérios para o diagnóstico de Disforia de Gênero no DSM-V?

Os critérios incluem uma incongruência acentuada entre o gênero experimentado/expresso e o gênero atribuído ao nascer, por pelo menos 6 meses, e a condição deve estar associada a sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, ocupacional ou em outras áreas importantes.

Qual a diferença entre Disforia de Gênero e Transexualidade?

Disforia de Gênero é o termo atual no DSM-V que descreve o sofrimento causado pela incongruência de gênero. 'Transexualidade' é um termo mais antigo, que se referia a pessoas que se identificavam com um gênero diferente do atribuído ao nascer e que frequentemente buscavam transição de gênero, mas não é mais um diagnóstico formal no DSM-V.

Como a Disforia de Gênero se relaciona com a orientação sexual?

A Disforia de Gênero se refere à identidade de gênero de uma pessoa (como ela se sente em relação ao seu gênero), enquanto a orientação sexual se refere a quem a pessoa se sente atraída. São conceitos distintos e independentes; uma pessoa com disforia de gênero pode ter qualquer orientação sexual.

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