IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2023
Um homem de 53 anos, tabagista com carga tabágica de 36 anos/maço, apresenta rouquidão há 4 semanas. O exame a ser realizado, inicialmente, é:
Rouquidão > 2-3 semanas em tabagista = laringoscopia para excluir neoplasia.
A rouquidão persistente, especialmente em pacientes com fatores de risco como tabagismo intenso, é um sinal de alerta para neoplasias de laringe. A laringoscopia é o exame inicial de escolha para visualizar diretamente as cordas vocais e outras estruturas laríngeas, permitindo identificar lesões e guiar a biópsia, se necessário.
A disfonia, ou rouquidão, é um sintoma comum que pode ter diversas causas, desde benignas (laringite viral, uso excessivo da voz, refluxo) até malignas (câncer de laringe). Em pacientes com fatores de risco significativos, como tabagismo e etilismo crônico, a persistência da rouquidão por mais de duas a três semanas é um sinal de alerta crucial que exige investigação imediata para excluir neoplasia. O câncer de laringe é uma das neoplasias de cabeça e pescoço mais prevalentes, e o diagnóstico precoce é fundamental para um melhor prognóstico. A laringoscopia, seja ela indireta (com espelho ou fibroscópio flexível) ou direta (sob anestesia geral), é o exame de escolha inicial. Ela permite a visualização detalhada das cordas vocais, pregas vestibulares, epiglote e outras estruturas laríngeas, identificando alterações como edema, eritema, nódulos, pólipos, leucoplasias ou massas ulceradas. A biópsia de qualquer lesão suspeita é essencial para o diagnóstico histopatológico definitivo. A avaliação da rouquidão em um paciente tabagista exige uma abordagem sistemática. Após a laringoscopia, se uma lesão maligna for confirmada, exames de imagem como tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM) cervical e de tórax serão necessários para o estadiamento da doença e planejamento terapêutico. Residentes devem estar atentos à importância da anamnese detalhada e do exame físico completo, priorizando a laringoscopia como ferramenta diagnóstica inicial para evitar atrasos no diagnóstico de condições potencialmente fatais.
Os principais fatores de risco para câncer de laringe incluem tabagismo (principal), consumo excessivo de álcool, infecção por HPV, exposição a agentes químicos e refluxo gastroesofágico crônico.
A laringoscopia permite a visualização direta das cordas vocais e da laringe, possibilitando a identificação de lesões como nódulos, pólipos, cistos ou massas suspeitas de malignidade, que podem ser biopsiadas para diagnóstico definitivo.
Qualquer rouquidão que persista por mais de 2 a 3 semanas, especialmente em pacientes com fatores de risco como tabagismo, deve ser investigada com laringoscopia para descartar condições graves, incluindo neoplasias.
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