UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2025
Paciente, do sexo masculino, 72 anos de idade, apresentando disfagia progressiva há vários anos, com piora importante nos últimos meses, refere também emagrecimento de 10 kg em 6 meses. Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o exame a ser solicitado inicialmente.
Disfagia progressiva + emagrecimento em idoso → Sinais de alarme para neoplasia esofágica; EDA é o exame inicial.
Em pacientes idosos com disfagia progressiva e emagrecimento, a principal preocupação é a exclusão de malignidade esofágica. A Endoscopia Digestiva Alta (EDA) é o exame de escolha inicial, pois permite a visualização direta da mucosa, biópsias de lesões suspeitas e, se necessário, dilatação de estenoses.
A disfagia, ou dificuldade para engolir, é um sintoma comum que pode variar de leve a grave. Em pacientes idosos, especialmente quando associada a disfagia progressiva e emagrecimento, ela assume um caráter de sinal de alarme, indicando a necessidade de uma investigação diagnóstica rápida e eficaz. A principal preocupação nesses casos é a exclusão de uma etiologia maligna, como o câncer de esôfago ou de cárdia, que pode ter um prognóstico sombrio se não diagnosticado precocemente. A Endoscopia Digestiva Alta (EDA) é o exame de primeira linha e padrão-ouro para a avaliação da disfagia com sinais de alarme. Ela permite a inspeção visual direta da mucosa do esôfago, estômago e duodeno, possibilitando a identificação de lesões obstrutivas (tumores, estenoses), inflamatórias (esofagites) ou outras alterações estruturais. A capacidade de realizar biópsias durante o procedimento é crucial para o diagnóstico histopatológico de neoplasias, que é fundamental para o planejamento terapêutico. Outros exames, como a eletromanometria esofágica (para distúrbios motores) ou exames radiológicos contrastados (para avaliação anatômica e motilidade), podem ser indicados se a EDA for normal ou para complementar a investigação de causas não malignas. No entanto, a prioridade em um cenário de disfagia progressiva e emagrecimento em idosos é sempre a exclusão de malignidade, tornando a EDA o passo inicial indispensável para um manejo adequado e oportuno do paciente.
Sinais de alarme incluem disfagia progressiva, emagrecimento inexplicado, anemia, odinofagia (dor ao engolir), sangramento gastrointestinal e idade avançada. A presença desses sinais sugere uma causa orgânica grave, como neoplasia, e requer investigação imediata.
A EDA permite a visualização direta da mucosa esofágica, gástrica e duodenal, identificando lesões como tumores, estenoses, úlceras ou esofagites. Além disso, possibilita a realização de biópsias de áreas suspeitas para diagnóstico histopatológico, essencial para confirmar ou excluir malignidade.
Se a EDA for normal ou não conclusiva, outras causas funcionais ou motoras devem ser investigadas. A eletromanometria esofágica é o exame padrão-ouro para distúrbios motores do esôfago, como acalasia ou espasmo esofágico difuso. Exames contrastados podem ser úteis para avaliar a anatomia e a motilidade em alguns casos.
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