Disfagia Progressiva em Idosos: Diagnóstico e Conduta

UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2025

Enunciado

Paciente, do sexo masculino, 72 anos de idade, apresentando disfagia progressiva há vários anos, com piora importante nos últimos meses, refere também emagrecimento de 10 kg em 6 meses. Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o exame a ser solicitado inicialmente.

Alternativas

  1. A) Cintilografia esofágica.
  2. B) Eletromanometria esofágica.
  3. C) Endoscopia digestiva alta.
  4. D) Raios X contrastados de esôfago, hiato, estômago e duodeno, técnica padrão.
  5. E) Tomografia computadorizada de tórax.

Pérola Clínica

Disfagia progressiva + emagrecimento em idoso → Sinais de alarme para neoplasia esofágica; EDA é o exame inicial.

Resumo-Chave

Em pacientes idosos com disfagia progressiva e emagrecimento, a principal preocupação é a exclusão de malignidade esofágica. A Endoscopia Digestiva Alta (EDA) é o exame de escolha inicial, pois permite a visualização direta da mucosa, biópsias de lesões suspeitas e, se necessário, dilatação de estenoses.

Contexto Educacional

A disfagia, ou dificuldade para engolir, é um sintoma comum que pode variar de leve a grave. Em pacientes idosos, especialmente quando associada a disfagia progressiva e emagrecimento, ela assume um caráter de sinal de alarme, indicando a necessidade de uma investigação diagnóstica rápida e eficaz. A principal preocupação nesses casos é a exclusão de uma etiologia maligna, como o câncer de esôfago ou de cárdia, que pode ter um prognóstico sombrio se não diagnosticado precocemente. A Endoscopia Digestiva Alta (EDA) é o exame de primeira linha e padrão-ouro para a avaliação da disfagia com sinais de alarme. Ela permite a inspeção visual direta da mucosa do esôfago, estômago e duodeno, possibilitando a identificação de lesões obstrutivas (tumores, estenoses), inflamatórias (esofagites) ou outras alterações estruturais. A capacidade de realizar biópsias durante o procedimento é crucial para o diagnóstico histopatológico de neoplasias, que é fundamental para o planejamento terapêutico. Outros exames, como a eletromanometria esofágica (para distúrbios motores) ou exames radiológicos contrastados (para avaliação anatômica e motilidade), podem ser indicados se a EDA for normal ou para complementar a investigação de causas não malignas. No entanto, a prioridade em um cenário de disfagia progressiva e emagrecimento em idosos é sempre a exclusão de malignidade, tornando a EDA o passo inicial indispensável para um manejo adequado e oportuno do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alarme na disfagia que indicam uma investigação urgente?

Sinais de alarme incluem disfagia progressiva, emagrecimento inexplicado, anemia, odinofagia (dor ao engolir), sangramento gastrointestinal e idade avançada. A presença desses sinais sugere uma causa orgânica grave, como neoplasia, e requer investigação imediata.

Por que a Endoscopia Digestiva Alta é o exame inicial preferencial para disfagia com sinais de alarme?

A EDA permite a visualização direta da mucosa esofágica, gástrica e duodenal, identificando lesões como tumores, estenoses, úlceras ou esofagites. Além disso, possibilita a realização de biópsias de áreas suspeitas para diagnóstico histopatológico, essencial para confirmar ou excluir malignidade.

Quais outras causas de disfagia devem ser consideradas após a EDA?

Se a EDA for normal ou não conclusiva, outras causas funcionais ou motoras devem ser investigadas. A eletromanometria esofágica é o exame padrão-ouro para distúrbios motores do esôfago, como acalasia ou espasmo esofágico difuso. Exames contrastados podem ser úteis para avaliar a anatomia e a motilidade em alguns casos.

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